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QUANTOS ANOS EU TENHO?


 

 

“Quantos anos tenho?

Que importa isso!

Tenho a idade que quero e sinto!

A idade em que posso gritar,

Sem medo aquilo que penso.

Fazer o que desejo, sem medo do fracasso

Pois tenho a experiência dos anos vividos,

E a força, e a convicção de meus desejos.

 

Que importa quantos anos tenho!

Não quero pensar nisso!

Pois uns dizem que já sou velha

Enquanto outros “que estou no apogeu”.

Porém não é a idade que tenho,

Nem o que as  pessoas dizem,

senão o que meu coração sente,

e o meu cérebro me dita…


Tenho os anos necessários para gritar, o que penso
fazer o que quero, reconhecer erros velhos
ratificar caminhos e somar êxitos
Tenho a idade em que as coisas se olham com mais calma
porem com o interesse de seguir crescendo.
Tenho os anos em que os sonhos
se começam, a acariciar com os dedos,
e as ilusões se convertem em esperança.
Tenho os anos em que o amor,
às vezes é uma louca labareda,
ansiosa de consumir-se no fogo,
de uma paixão desejada.
E outras vezes,

num remanso de paz,

como o entardecer na praia..


Quantos anos eu tenho?
Não necessito marcá-los com um número,
pois os meus desejos alcançados,
as lágrimas que pelo caminho derramei,
valem muito mais que isso.


Que importa, se tenho, cinquenta, sessenta, ou mais?!

O que importa é a idade que sinto!
Tenho os anos que necessito para viver livre,
pois levo comigo,
a experiência adquirida,

e a força dos meus desejos

 

Quantos anos eu tenho???
Isso a quem lhe importa?
Tenho os anos suficientes, para perder o medo,
e fazer, o que quero e sinto
Que importa quantos anos tenho, ou quantos espero,
se com os anos que tenho
aprendi a querer o necessário,

e a agarrar apenas o bom da vida!!!”


( texto de José Saramago)

 

 

Meus versos


 
Meus versos são mais do que palavras inúteis
mais do que rimas fúteis,
mais do que choro sem dor.
Meus versos são canções ao vento
são alegria e lamento,
são respingos de amor.
 
Meus versos são mais do que palavras perdidas
mais do que experiências vividas
mais do que submissão.
Meus versos são clarões noturnos
são compêndios diurnos
são bater de coração.
 
Meus versos são mais do que palavras rebuscadas,
mais do que arte inacabada,
mais do que a arte do sofrer.
Meus versos são fontes de vida,
bálsamos de minhas feridas,
sem eles… posso morrer.
 
(poema de autoria de Marluci Brasil __ respeite os direitos autorais)
 
OBS um grande abraço a todos os meus amigos poetas e poetisas. __ Dia 14 de março: DIA DA POESIA.
 
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Publicado por em 14 de março de 2017 em MEUS ESCRITOS

 

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INCONSCIENTE INDIVIDUAL & INCONSCIENTE / HERANÇA FAMILIAR & ANTEPASSADOS


arvore-dos-antepassados

Quando tomamos consciência de nossa condição humana e sentimos necessidade de fazermos alguns “ajustes” em nosso agir e em nosso “merecer” é preciso saber o significado de certos termos que regem esse “agir “ e esse “merecer”.

Vamos a eles então:

1- Inconsciente pessoal e o inconsciente coletivo

É do conhecimento de muitos a grande contribuição de Freud no que se refere ao conceito de inconsciente, inicialmente considerado o depositário de conteúdos reprimidos e/ou esquecidos pelo ego. Jung, posteriormente, complementou esta ideia ao atribuir duas camadas ao inconsciente, diferenciando-as como inconsciente pessoal e inconsciente coletivo.

O inconsciente pessoal é a camada mais superficial, formada a partir de experiências pessoais, contendo sentimentos, percepções e recordações esquecidas ou reprimidas ao longo da vida do sujeito e, consequentemente, latentes à consciência.

O inconsciente coletivo complementa o inconsciente pessoal, e muitas vezes se manifesta igualmente na produção sonhos. Desta forma, enquanto alguns dos sonhos têm caráter pessoal e podem ser explicados pela própria experiência individual, outros apresentam imagens impessoais e estranhas, que não são associáveis a conteúdos da história do indivíduo. Esses sonhos são então produtos do inconsciente coletivo, que nesse caso atua como um depósito de imagens, símbolos ou mitos.

2- Arquétipos

São estruturas que possibilitam a manifestação de imagens universais, primordiais, existentes há milhares de tempos.

A capacidade de possuir essas imagens é hereditária e é essa hereditariedade que explica a repetição de certos motivos de maneira idêntica em todo o mundo.

Mas os arquétipos também representam a força ou a tendência de fazer com que essas repetições ocorram.

Quem busca a iluminação deve estar consciente de que a concentração de energia dos arquétipos pode estar a serviço de levar as pessoas a fazerem feitos coletivos que mudem situações repetitivas desagradáveis, também conhecido como “carma”.

3- Herança emocional

Engana-se que a herança emocional não influencia em nosso pensar e em nosso agir. A herança  emocional é decisiva e impositora.  A nossa história não começou quando emitimos o primeiro choro.

Somos mais do que frutos de ovulo e esperma. Somos um produto dos desejos, fantasias, medos e toda uma constelação de emoções e percepções que se misturaram para dar origem a uma nova vida. Não podemos esquecer que o exterior atua sobre o feto ainda em estado gestacional.

Não podemos esquecer que a chamada “história familiar” se confunde com a “herança familiar”. ´Quando nascemos começamos a escrever a nossa história com as nossas ações, mas o preambulo já foi escrito pelos nossos antepassados. O fruto para existir tem que contar com a semente, o broto, a muda, a raiz, o caule, o ramos, as folhas e as flores. Cada individuo é apenas um capítulo do mesmo livro.

Herdamos de nossos antepassados, os dons, a criatividade, os pesadelos, os traumas, as experiências mal resolvidas, as características emocionais e essa herança atravessa gerações.

Podemos inclusive considerar que como existe o Inconsciente coletivo também existe o inconsciente familiar. E muitas vezes o que é calado na primeira geração a segunda carrega no corpo. E nessa herança familiar as experiências silenciadas, que estão escondidas porque são um tabu (suicídios, abortos, doenças mentais, homicídios, perdas, abusos, etc). o trauma tende a se repetir na próxima geração, até encontrar uma maneira de tornar-se consciente e ser resolvido.

É melhor pensar que esses desconfortos físicos ou emocionais que parecem não ter explicação podem ser “uma chamada” para que tomemos consciência desses segredos silenciados ou daquelas verdades escondidas, que provavelmente não estão na nossa própria vida, mas na vida de algum dos nossos antepassados.

Cada um de nós tem muito a aprender com os seus antepassados. A herança que recebemos é muito mais ampla do que supomosÀs vezes os nossos antepassados nos fazem sofrer e não sabemos o porquê.

Talvez tenhamos nascido em uma família que passou por muitas vicissitudes, e não saibamos qual é o nosso papel nessa história, na qual somos apenas um capítulo.

É provável que esse papel nos tenha sido atribuído sem o nosso conhecimento: devemos perpetuar, repetir, salvar, negar ou encobrir as feridas destes eventos transformados em segredos.

Todas as informações que pudermos coletar sobre os nossos antepassados serão o melhor legado que podemos ter.

Saber de onde viemos, quem são essas pessoas que não conhecemos, mas que estão na raiz de quem somos, é um caminho fascinante que só nos trará benefícios.

Isto nos ajudará a dar um passo importante para chegar a uma compreensão mais profunda de qual é o nosso verdadeiro papel no mundo.

 

 

 

 
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Publicado por em 25 de fevereiro de 2017 em ESPIRITUAL, MEUS ESCRITOS

 

INFANTE


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Totalmente incapaz!

Incapacitada de chorar,

de odiar, de desfazer,

de refazer, de ressentir…

Entreguei meu coração às plumas,

esqueci minha alma entre as brumas e sublimei

 

Aportei meus pensamentos na esperança

“Alzaimeei” minha memoria até ficar criança.

E as brincadeiras de ponecas,

os passeios nos jardins,

o riso solto e fácil com palhaços nos circos,

voltam a ser minha expressão de viver,.

Porque hoje

totalmente incapacitada

só assim consigo ser.

 

 
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Publicado por em 18 de fevereiro de 2017 em MEUS ESCRITOS

 

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LAMENTAVEL

LAMENTAVEL

Pensei um bocado antes de escrever sobre este arquivo que recebi.
Fiquei chocada. Pensei imediatamente nos vídeos que recebi sobre o massacre em Manaus, na DESUMANIDADE daqueles bandidos. E cheguei a me perguntar se eles mereciam o mesmo fim que deram aos seus iguais…
Acabei sentindo o desconforto de me sentir semelhantes a eles ao pensar que eles também mereciam o que fizeram…
Foi uma avalanche de sentimentos conflituosos pela formação humana/religiosa que tenho.
Hoje estou chocada novamente.
Pergunto-me se a mente que criou esse arquivo não tem as mesmas características psíquicas daqueles primeiros.
Não sou petista, nunca fui, nunca serei. Não gosto de Lula, nunca gostei e tenho certeza de que nunca vou gostar. Mas não posso deixar de vê-lo como um ser humano, porque ele é um ser humano e deve estar experimentando a mesma dor que todos nós já experimentamos um dia. Quem nunca perdeu um ser querido para a morte?
E se eu fosse ele? E se eu tivesse cometido tudo o que ele já fez de bom e de ruim? Como eu me sentiria se visse esse arquivo? Meus filhos? Minhas netas? Como se sentiriam?
Lamento profundamente a falta de respeito com o sentimento de perda de um ente querido.
Acho que esse tipo de atitude desmerece a causa da “justiça para todos”. Polui a causa de “por um Brasil melhor” .
Como seremos melhores se tripudiamos com a dor alheia, mesmo que ela seja inevitável , mesmo que ela seja merecedora ou protagonista da “lei do retorno”.
Lamento profundamente . Repudio veementemente esse tipo de atitude.
Só queria deixar isso registrado.

 
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Publicado por em 2 de fevereiro de 2017 em MEUS ESCRITOS

 

Intrínseca


amor-gotico

Fique calada.

Não fale nada.

Não veja nada.

Não sinta nada.

Sua palavra é contradita

Antes de pronunciada.

Portas que batem

Distorções na face aborrecida

Fique calada!

Não veja nada.

Não fale nada.

Não sinta nada.

Fique em branco e preto na foto colorida…

Congelada.

Fique calada!

 
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Publicado por em 22 de janeiro de 2017 em MEUS ESCRITOS

 

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Barco de Papel


conselhos-de-vovo-lucindabarcoCheguei na casa dela e me mantive em silencio…
Percebi seu olhar interrogativo pra mim. Mas não falei nada, não sorri nem chorei, apenas permaneci calada.
Ela colocou um suco de laranja num copo na mesa e nada disse só olhou pra mim…
Eu olhei para o copo e não vi o suco. Minha alma adoecida não via o “cheio” só percebia “o vazio”
De repente percebi que ela sentou-se ao meu lado à mesa e ali colocou uma panela funda. A panela estava cheia de água…
Em silencio pegou uma folha do jornal O MOMENTO, onde meu avô tinha uma página que ele assinava, e começou a dobrar e dobrar…
Percebi a forma de um chapéu se formando…
Ela continuou dobrando e o chapéu se tornou um barquinho. Ela colocou o barquinho na panela cheia de água e ele ficou ali flutuando e nós duas olhando o barquinho de papel flutuando na panela.
De repente ela colocou a mão na água e começou de gota em gota transferir a água de fora para dentro do barco de papel e ele começou a afundar… E afundando…afundando foi sendo dissolvido pela água da panela.
Ela olhou para mim e quebrou o silencio.
__ Marluci, o barco não afunda por causa da água ao redor dele. O barco afunda por causa da água que quando entra nele, nós não tiramos e jogamos fora. Não deixe que o que está machucando seu coração afunde sua alegria…
Ah!!!! Vovó… Meu barco hoje tem tantos remendos …
Meu barco ainda flutua…
Obrigada Vovó Lucinda!

 

 
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Publicado por em 21 de janeiro de 2017 em MEUS ESCRITOS

 

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