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MENINA DOS VENTOS


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Entre mim e o vento existe mais do que um acordo…

Existe a cumplicidade andarilha e a sabedoria ancestral

Não temos idade, temos TEMPO.

Não temos regras, somos livres

Não utilizamos escadas

Temos um pedestal
Entre mim e o vento existe o compromisso e a promessa

De carregar a poeira e o lixo da alma para dunas estéreis.

Somos impares e ousamos sê-los.

Nós renascemos nos desafios

Nós nos alimentamos nos assovios

De folhas em arvores ou nos fios de meus cabelos.

 

Entre mim e o vento existe mais do que a alegria das coisas mundanas

Existe uma vontade quase insana

De transpor barreiras ,suturar cicatrizes, sustentar as marquises

De ser rasa no profundo

De ser o útero do mundo…

 

Se o vento molda as rochas, se

desenha na areia do chão,

Eu moldo meu destino

Eu decido minha opção

 

Sou a menina dos ventos

Essa é a alma que tenho

Se a mim fecham portas e janelas

Eu entro pelas frestas

Assumo minha posição.

 

Sábio o homem que me valoriza

Porque eu serei a Eva

E farei dele o Adão!

 

(TEXTO DE MARLUCI BRASIL _ Respeite os direitos autorais)

 
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Publicado por em 25 de agosto de 2016 em MEUS ESCRITOS

 

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Cachoeira


Minha vida tem sido riacho

Tem sido rio em tempos de enchente

Tem sido seca de leito rachado

Tem sido queda livre que transporta gotículas em nuvens de fumaça úmida

Quando despenca em si mesmo

Canta feito cachoeira…

E minha alma inteira

Se afoga em fusão de areia que flutua e de bolhas que se formam…

 

(texto de Marluci Brasil __ respeite os direitos autorais)

 
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Publicado por em 25 de agosto de 2016 em MEUS ESCRITOS

 

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SER SOZINHA E ESTAR SOZINHA


Existe uma diferença gritante entre SER SOZINHA e ESTAR SOZINHA.

SER SOZINHA é ser solitária e se sentir bem assim, só com você mesma

SER SOZINHA é andar lado a lado com seus sonhos,

Seus medos, seus segredos…

SER SOZINHA é opcional, não é imposição. É opção!

SER SOZINHA é namorar seus pensamentos

É escolher os seus momentos

É saborear os seus sabores

É rir de si mesma

É gostar de ter as suas coisas de acordo com as coisas suas…

É se corrigir diante do espelho é se olhar no olhos e se elogiar

Ou então proclamar para si mesma:

__ Coragem, vai fundo! Eu confio em você! Não esmoreça.

Ou então fuzilar a sua imagem com o olhar e dar um basta na situação.

SER SOZINHA é o que gosto de ser, é o que quero ser, é o que amo ser.

 

ESTAR SOZINHA é diferente…

ESTAR SOZINHA é ter a casa cheia de gente que não conversa com você

Pessoas para quem você tem que ser “chata” para ser notada

ESTAR SOZINHA é chorar olhando no espelho e ver aquele grito de SOCOOOOORRRO no próprio olhar.

ESTAR SOZINHA é sentir a palavra na ponta da língua, lambendo os lábios mas aprisionada na garganta, encarcerada pelos dentes…

ESTAR SOZINHA é ser uma TREMA na pontuação da constelação familiar

É ser lembrada em ocasiões especiais … mas totalmente desnecessária…

ESTAR SÓZINHA É SE RECONHECER NO ROSTO SEM TRAÇOS FISIONÔMICOS DA MULTIDÃO.

ESTAR SOZINHA NÃO É OPCIONAL. É CONDIÇÃO. É IMPOSIÇÃO.

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(TEXTO DE MARLUCI BRASIL ___ respeite os direitos autorais)

 

 

 
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Publicado por em 18 de agosto de 2016 em MEUS ESCRITOS

 

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MEU TEMPO!


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Não tenho tempo para o futuro.
Meu futuro se chama AGORA!
Meu amanhã é hoje
Meu “mais tarde “ é “nesta hora”.
Não quero ficar debruçada na janela olhando o horizonte.
Quero o portal alargado pelo que já vivi e que me conduziu até aqui.
Não tenho saúde para picuinhas, ciúmes, crises existenciais.
Não tenho estômago para dores e rancores viscerais.
“Bariatriquei” minha paciência.
“Extremauncei” minha carência.
E diagnostiquei minha tendência de me bastar
Em SINDROME DE EU MESMA ME BASTO.
Só faço o que quero.
Só espero o que tenho.
Só creio no que sonho.
Só ouço o que grito.
Só copio o que recito.
Já não busco meus dentes em outros sorrisos.
Já não enxergo com graus de lentes que não sejam as minhas.
Já não sento em assento onde minha anca não se espalhe displicentemente.
Já não ouço críticas, não registro antipatias
Sou dona de meus dias.
Sou mãe do feto que fecundei e em mim mesma gerei.
Meu EU é minha assinatura.
Meu espiríto é minha criatura.
E não conto mais minutos nem horas…
Meu Futuro é o Hoje.Minha vez é o Agora!

 

 
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Publicado por em 27 de junho de 2016 em MEUS ESCRITOS

 

ARACNOFOBIA


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ARACNOFOBIA

Eu tinha apenas 10 anos de idade. Estava passando por aquela idade em que hoje nós chamamos de “idade-da-gaveta” (rs…). Calma, eu explico para quem não sabe: é aquela idade que a gente tem de pegar o “quase adolescente” e trancá-lo numa gaveta para só abrir depois que a fase conturbada de emoções contraditórias passasse…

Era uma fase em que todos não gostavam de mim, tudo o que acontecia de ruim era minha culpa, ninguém me entendia, eu sentia frio no calor e calor no frio, queria e não queria a mesma coisa ao mesmo tempo. Chorava só de raiva (e chorava o tempo todo afinal eu tinha óoooooooooodio do mundo que não me amava).

Comecei a usar óculos e chorava porque na escola me chamavam de “boi-de-quatro-olhos”. Chorava porque era gordinha e sofria bulling. Chorava porque sentia vontade de chorar sem saber o porquê.

Era mês de julho, um frio de 5 graus. Estávamos na Fazenda Laranjeiras, de meu avô, na região acima do Morro do Castelo no Pantanal de Mato Grosso do Sul.

Eu, minha irmã Marcia e meus primos Luil, Amaury, Marlene e Marilene fomos tomar leite no curral, tirado na hora das tetas da vaca. (Eu só tomava leite da vaca malhada que apelidei de MOCOCA, em homenagem à marca do leite em pó que eu tomava quando estava na cidade). Fazia frio… muito frio…

Eu tinha cabelos longos (me batiam nas costas) estava com os meus óculos e com uma blusa de lã de gola olímpica, que eu subi até perto do nariz tapando-me a boca para evitar o ressecamento dos lábios por causa do frio, os óculos protegiam meu rosto e a touca de crochê a cabeça e os ouvidos.

O leite estava morninho, uma delícia, em contraste com o frio congelante misturado com neblina que formava gotículas quase cristalizadas na grama que nossos pés pisavam.

Guti (um mestiço de índio com negro) estava ordenhando as vacas. Eu encostei no curral feito de toras de aroeira e fiquei ali, quase abraçada com minha caneca de “leitinho” saboreando a delícia que MOCOCA me dava. Esperei meus primos terminarem de tomar e saímos para voltar à casa da fazenda que ficava a uns 100 metros do curral

__ Marluci! Para ai! __ Ouvi Guti gritar

Parei e olhei para trás:

__ O que foi? __ perguntei.

O peão estava já ao meu lado. Nem percebi que ele tinha corrido em minha direção.

__. Fica parada. Tem uma aranha nas suas costas.

Congelei, nunca gostei de bichos peçonhentos.

Num instinto tentei olhar por cima dos ombros e alcançar minhas costas, foi quando deparei com uma caranguejeira enorme em meus ombros. Gritei e tentei bater nela com a minha caneca de leite para tira-la de meus ombros, mas ela entrou por trás de meus longos cabelos e começou a se emaranhar neles. Eu sentia o bicho andando na minha nuca, e minha pele começou a queimar. Desesperada eu gritava, e a gola da blusa já não mais protegia minha boa. Ouvia Guti gritando “Para! Fica quieta! Eu vou tirar o bicho! ”. Entrei em pânico e tentei tirar o casaco, mas a gola enganchou nos meus óculos e vi uma aranha enorme, preta com listras amarelas, peluda sair de minha nuca e andar pelo meu rosto sob o olhar de pavor de meus olhos protegidos pelas lentes dos óculos. Pude perceber os oito olhos da aranha encarando meus dois olhos. Quase li os pensamentos dela.

Fechei minha boca e minha língua queimou. Ela tinha colocado uma de suas pernas dentro de minha boca e quando eu a fechei ela soltou seus pelos em minha língua. Cuspi a perna e gritava mudamente com a boca serrada.

_ hhhhhhuuuuuuuuuuuuummmm!!!!!! Huuuuummmm!!!!!! Hummmmmm!!!!!!! _olhando nos olhos ela e ela nos meus olhos

De repente ela armou o bote e tentou picar meus olhos. Escutei o “tic” de seu bote nas lentes de meus olhos e vi o veneno escorrendo pelo vidro.

Já com os braços libertos do casaco, eu tentava desesperadamente tira-lo, mas ele estava preso em meus óculos. Senti um formigamento no corpo todo e vi a aranha crescendo…crescendo…crescendo…. Diante de meus olhos.

Senti as pernas sendo molhadas pela minha urina quente e tudo foi ficando escuro…. Desmaiei.

Acordei com meu cabelo cortado, minha nuca e meu rosto inchados e vermelhos, minha língua dolorida e tão grande que não cabia em minha boca, dentro de um “motor-de-popa” no colo de meu pai que me abraçava com força tentando me proteger do frio congelante aumentado pela força do vento na lancha que corria em alta velocidade rumo à cidade de Corumbá.

Hoje… aranha de parede me assusta… elas crescem diante de mim … ganham proporções imensas…. E podem até ficar na parede descansando … mas para mim… elas crescem e vem olhar nos meus olhos e tentar entrar em minha boca!

 

 

 
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Publicado por em 25 de junho de 2016 em MEUS ESCRITOS

 

Estupro e Corrupção


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Diante de tantos questionamentos a respeito do caso que subitamente tomou conta do país (o estupro da garota no Rio de Janeiro), diante das opiniões diversas e adversas a respeito da culpabilidade de algozes e da incapacidade da vítima, diante do bla-ba-bla dos machistas (homens e mulheres) e mi-mi-mi (das feministas) resolvi me manifestar.

Na minha forma de ver e de sentir as coisas o caso é GRAVISSIMO SIM, porque trata-se de uma violência contra a mulher e independente de ser 01 ou 30 os agressores o caso teria a mesma gravidade.

Essa garota pode ser puta de esquina. O corpo é dela. Ela tem direito a dar para quem quiser, vender para quem quiser ceder por amor para quem quiser.

O grave foi o ato e a exposição do ato, não apenas o número de agressores.

O estupro é a invasão sem permissão seja para quem quer que seja (puta ou santa) essa invasão pode se dar por membro sexual masculino, por cabo de vassoura, por cano…. É tudo violência e isso é abominável.

Castrar quimicamente o estuprador não adianta porque ele pode praticar o estupro com as mãos. Tinha que castrar MESMO! E ainda arrancar-lhe os dedos para impossibilitar o uso das mãos.

Estupro não está relacionado só a sexo. Estupro é invasão do corpo, de qualquer forma que seja.

Se ela quisesse transar com 1 ou com 33 homens isso não seria estupro porque ela quis, mas ela estava dopada, incapaz de se manifestar. Aí é que está o crime! Aí é que está a aberração.

Culpar os pais da menina é no mínimo inconsequente. Vi um artigo de uma jornalista que culpa os pais da garota. Ora…essa jornalista nunca cometeu erros sem que os pais dela soubessem? Quem de nós nunca cometeu? Então? A culpa dos nossos erros cometidos sem que nossos pais soubessem é de nossos pais? Ora… isso é hipocrisia no que me faz pensar que no mínimo essa mulher é mãe de um estuprador. Só pode.

O que acho deprimente e mais grave é que essa visão vem de mulheres que deveriam se posicionar de outra forma, porque nenhuma de nós nem nossos filhos estão livres de serem estuprados por animais como aqueles que fizeram isso com a garota.

Nada disso dá o direito da invasão

Ela podia fazer o que quisesse. NADA JUSTIFICA nem AMENIZA o feito. A PROVA CIENTIFICA EXISTE. E está arrebentada!

Se ela estava drogada ou não temos que pensar no efeito da droga, devemos lembrar que nem todas as drogas tiram a consciência. Existe a droga que tira só o poder de reação. A pessoa fica consciente, só não consegue reage, fica letárgica

O certo é que nosso Brasil continua sendo Brasil. O caso caiu na mídia, VIROU CASO EMBLEMÁTICO. Só isso! Um “desfocar” do olhar da sociedade para fatos que assolam o pais. Foi isso que aconteceu! Assim que aparecer algo novo que desvie a atenção das redes sociais para o que atenta contra a vida de UM PAÍS INTEIRO, esse fato também vai cumprir seu papel.

O sensacionalismo vai assumir seu lugar no “podiun”.

Sou de opinião de que “ADO-ADO-ADO-CADA-UM-NO-SEU-QUADRADO” é a melhor forma de se posicionar. Deixa a justiça fazer o papel dela. O crime existe, está comprovado. As circunstancias, a culpabilidade e o veredito são papeis da justiça. Ela existe para isso.

O que devemos fazer é a JUSTIÇA QUE NÓS PODEMOS FAZER. Enquanto ficamos discutindo quem é culpado do que, num caso em que as leis já apontam o meliante, tem delações, novas gravações, esboço de um crime acontecendo no país onde a vítima sou eu, você, sua família, seus amigos, seu vizinho, a sociedade brasileira!

(texto de Marluci Brasil _ Respeite os direitos autorais)

 
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Publicado por em 29 de maio de 2016 em MEUS ESCRITOS

 

Na sala de aula ou na vida


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(1.970)

_ O que foi Marluci?
_ To sem saber o que fazer, vó.
… Silencio…
_ Tem uma menina na minha sala que vive competindo comigo, sempre que a professora Marilea marca um trabalho ela que quer escrever.
_ E ela escreve bem?
_ Sim escreve, mas eu escrevo bem tambem, vó. Meus colegas gostam mais das peças que eu escrevo.
_ Bom minha neta, Na sala de aula ou na sua vida, quando você tem um concorrente, um opositor, você tem que observar ele. Se ele for inferior a você, ignore-o; se ele for superior a você, espelhe-se nele; se ele for igual a você, alie-se a ele.
_ Não entendi vó…
_ Um dia você vai entender…

(2.016) ____Obs: Entendi vó! Obrigada.

 
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Publicado por em 18 de maio de 2016 em MEUS ESCRITOS

 

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