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Diagnóstico emocional


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Um hóspede invasivo é perturbador. Especialmente quando não fica claro para o hospedeiro qual a sua real função na hospedaria…

A que veio? Quando se instalou? Por que escolheu a hospedaria?

Li em algum lugar que o CÂNCER é criatura, não é criador. O criador é o hospedeiro.

Resolvi fazer uma faxina em minhas emoções (nas boas e nas más).

Mágoas favorecem o “acordar” das células cancerosas presentes em todos os seres vivos…

O que me magoou? Por que me magoou? Quanto me magoou? O que eu esperava que não aconteceu como eu esperava e que por isso eu remoí, revivi, refluxei tantas e tantas e vezes que  acordei as células adormecidas?

(Espero que você que está me lendo nesse momento, se faça essa pergunta, antes de “acordar” as suas células adormecidas)

Eu me perguntei muito em minha faxina sentimental, e descobri que as pessoas que mais amei na vida foram as que mais me magoaram…

Percebi que a mágoa é criação minha, porque quando você ama alguém incondicionalmente você automaticamente ACREDITA que aquela pessoa JAMAIS vai lhe virar as costas, humilhar, desprezar, abandonar… E quando ela o faz, a mágoa nos assalta de uma forma tão arrebatadora que cada vez que é lembrada, a dita volta de forma mais dolorida e transborda pelos nossos olhos, entrecorta nossa voz, gela as extremidades de nossos corpos, acelera nosso coração … Independentemente do tempo, reacende nosso sofrimento.

Descobri que quem sente mágoa, não sabe perdoar. Entendi o VALOR DO PERDÃO.

Descobri que EU MESMA ABRI AS PORTAS DE MEU CORAÇÃO PARA A MÁGOA e ela, empoderada, acordou as células cancerosas adormecidas.

A magoa dói no coração. Talvez por isso o meu “hospede” tenha escolhido o lado esquerdo de meus seios para se abrigar em meu peito. E ele chegou quieto… Toda mágoa é quieta… Ela cala a nossa voz com o abacaxi espinhento que coloca em nossa garganta e que a gente não consegue engolir.

Lembro-me de que nos momentos de mágoa, surgiram manchas roxas pelo meu corpo, como se fossem hematomas, como se eu tivesse apanhado, levado uma surra mesmo… Meu corpo doía…

Hoje, eu tento não despertar as outras células adormecidas. Faço a oração do perdão DIARIAMENTE!

Meu amado… Minha amada … Eu peço perdão por esperar que vocês agissem como EU queria que vocês agissem comigo. Nesse meu querer egoísta, eu não respeitei a individualidade, o livre-arbítrio, o direito de vocês agirem conforme as suas consciências. Peço perdão pelos meus erros e perdoo os erros de vocês para comigo. Trago as memórias negativas adormecidas em meus sentimentos e livro-as do sentimento de mágoa e dor. Vocês estão livres de qualquer obrigação para comigo. Sou grata por terem feito parte de minha vida e me ensinado tanto sobre ela… Sinto muito por compartilhar com vocês esses sentimentos de perda, de dor, de derrota, de desamor. Perdão por ter sido egoísta em meus sentimentos, não entendendo os sentimentos de vocês. Eu amo vocês e sempre amarei. Sou e serei eternamente grata por cada momento vivido tendo ao meu lado as suas presenças. Sinto Muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grata!!!!

Hoje olho meu seio tatuado pela cicatriz que o despejo de meu “hospede invasivo” deixo, e percebo que o vazio é um “preenche-dor” de espaços.

 
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Publicado por em 23 de dezembro de 2019 em MEUS ESCRITOS

 

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A lição do Rio


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Uma semana pensando em vovó Lucinda…

Uma semana me perguntando o que ela me diria sobre o momento que estou passando…

A lembrança de menina, encolhida diante da realidade assustadora mas que “assustadoramente” não me parece fatalidade, ou decreto, ou castigo, ou algo REALMENTE GRAVE, adormece feito feto …

Forço a memória, ela está entorpecida, sonolenta…

Não consigo… Deito-me em minha cama, jogo “paciência” no celular e espero o sono chegar… Nem percebi quando fechei os olhos.

Sentada na poltrona ao lado de minha cama, observo meu corpo adormecido…

_ “Estou dormindo”_ pensei…

Senti a mão passando pelos meus cabelos, olhei para o lado e para cima. Uma especie de portal de luz se fazia junto ao bico-de-lampada no teto de meu quarto.

Vovó Lucinda estava em pé ao meu lado, acariciando meus cabelos…

_ Eles vão cair vó?

_ Se cair, outros nascerão! __ e sorriu para mim.

_ E meu peito?

_ Ele já cumpriu sua missão, te fez mulher, te fez mãe, até serviu de proteção para seu coração contra as pancadas que a vida dá na gente.

Olhei para meu corpo adormecido… Olhei para ela…

_ Vão me entubar de novo vó?

_ Você não vai nem ver, nem sentir.

E continuava me acariciando os cabelos.

_ Vou morrer vó?

Segurou meu rosto com as mãos, levantou meu queixo…  Senti o cheiro de tempero caseiro em suas mãos. Senti a pele fina dos seus dedos…

_ A vida é um rio, tem nascente e morre numa coisa maior, o mar. Lá ele se junta com outras vidas, formam a vida universal, evaporam e caem feito chuva, alimentam a cabeceira da nascente e se tornam rio novamente e tudo se repete… Sabe porque o rio nasce, nasce e nasce e nasce?

Olhei pra ela embevecida… Lá vinha um novo ensinamento.

Meu corpo se mexeu na cama ao meu lado; desviei o olhar para ele e ela me pegou pelo queixo novamente me forçando a olhar nos seus olhos miúdos com um brilho diferente do que eu me lembrava…

Continuou__ Porque ele aprende a lidar com as pedras que surgem pelo seu caminho. Ele contorna. Ele alisa as pedras ásperas a cada vida nova, ele acaba diminuindo aquilo que está lá, duro como pedra, porque É PEDRA (frisou a entonação da voz) e ele segue seu caminho.

_ As pedras são as provações né vó?

Ela assentiu com a cabeça e continuou.

_ Se tem um baque, um susto, uma dor muito forte ele salta, ele cai…. Uma coisa que joga o rio para baixo entende? Ele desce com força, ele corre, ele vira cachoeira se for preciso, mas ele continua seu caminho; depois do perigo da queda passada ele se acalma… fica lisinho… sai alimentando de vida aquilo que está nas margens… até encontrar o mar…

_ Mas Vó, tem rio que não encontra o mar.

_ Esses, vão por baixo da terra… cavam a sua cova e no fim… acabam no mar também.

Como ela podia pensar isso tudo? Como ela podia ter uma visão dessa? Com quem ela aprendeu essas comparações? Ela não tinha estudo… Lembro dela desenhando vagarosamente seu nome… Em que escola vovó Lucinda estudou?

Ela passou a mão em meus cabelos e completou.

_ Preciso voltar para minha dimensão Marluci. Volte você também. Não se afaste de seu corpo. Respeite seu tempo de vida. Não vou sair daqui enquanto você não voltar.

Olhei para meu corpo adormecido, eu estava pálida… minha respiração parecia não existir… fechei os olhos, suspirei fundo… quando abri novamente senti um torpor… o quarto estava escuro e vovó não estava mais ali… Olhei para a cadeira-poltrona vazia ao lado de minha cama… O cheiro de tempero caseiro ainda estava no ar…

_ Obrigada Senhor!!!! Gratidão eterna!!! Sua benção vovó!

Ouvi a resposta.

_ Deus te abençoe!

 
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Publicado por em 29 de novembro de 2019 em MEUS ESCRITOS

 

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Energia vital


Se o céu escurecer
Eu acendo as estrelas
Se a visão turva ficar
E for impossível vê-las
Solto a imaginação
Dilato as pupilas
Reconstruo o meu olhar.

O seio que adorna meu peito
Que serviu de alimento
Para os filhos meus
Não será meu desalento
Não me representa um defeito
Muito menos meu tormento
Será sempre a escultura
Da maternidade, coisa pura
Presente recebido de Deus.

Então olho o sol, a lua, as estrelas
Estou viva eu mereço
O ver, o ouvir, o perceber, o sentir
Que eu aceito, eu recebo, eu agradeço

Vou pra rua de alma nua
Deixo o sol me bronzear
Seres vivos me encantam
Encho o pulmão de ar
Meu corpo não dá abrigo ao mal
Meus sonhos tem muito a sonhar
Não alimento apatia
Não desperdiço meus dias
Sou Energia Vital

 
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Publicado por em 26 de novembro de 2019 em MEUS ESCRITOS

 

TRANSMUTAÇÃO


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Nem vi quando você chegou

Não percebi sua presença

Não identifiquei o seu aconchego

Nem me apercebi de sua intenção

Quando escolheu meu peito esquerdo

Pra conquistar meu coração.

 

Não precisava ser tão quieto

Nem ter medo de minha rejeição

Você já chegou me ensinando coisas

Que meus anos de vida, na escola

Que meus anos, na escola da vida

Não tinham me ensinando até então

 

Sem agredir minha sede de sol, lua e estrelas

Você me serviu um coquetel

Pôs no copo de meu íntimo

O doce açúcar da fé.

Fatiou o ensinamento em rodelas de fel

Usou o socador de seu nome

Apertou, espremeu misturou o doce e o azedo

Jogou por cima o gelo do medo

Encharcou tudo com a coragem líquida

Que alagoou  meus olhos assustados

E jogou meu pensamento ao léu.

 

Nem vi…

Não posso precisar o momento

em que tomei o copo da verdade

E bebi tudo de um gole só

 

No inicio tonteei…

Mas de forma estranhamente calma

O torpor foi percorrendo o caminho de minhas veias

Chegou em meu cérebro meio zonzo

E controlou-me as emoções.

Aquietando minha alma.

 

Parei o que estava fazendo

Calei o que estava falando

E olhei pra você com um misto de compaixão e amor.

Tão pequeno e tão solitário

Se fazendo sorrateiro

Feito menino arteiro

Que se alimenta escondido

Para não ser escarnecido

Arrancado, sentenciado, banido…

 

Não! Eu não vou te tratar como bandido

Vou orar por você. Vou cuidar de você

Vou usar o peito que você escolheu se hospedar

E  boas energias te enviar

Como enviei para alimentar meus filhos

E quando você deixar ser um “mal”

E coberto de razão

E estiver pronto para partir

Eu vou pedir a Deus Pai que te perdoe

Porque eu já te dei o meu perdão

 

 

 

 
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Publicado por em 25 de novembro de 2019 em MEUS ESCRITOS

 

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UM DIA DE CADA VEZ


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No dia 30 de outubro resolvi participar da campanha do OUTUBRO ROSA. Devo confessar que sempre fiz meus preventivos com um nó na garganta.

Quando soube que minha amiga Rosa Mavignier estava com a doença chorei acho que uns 3 dias. Senti medo. Não sabia como falar com ela. Postei uma foto no Facebook onde eu colocava um lenço na cabeça e disse: ROSA EU TE AMO. Era só isso que eu conseguia dizer.

Rosa me confortou, me acolheu, me esperançou. Rosa me fortaleceu, me inspirou, me repaginou em relação ao Câncer.

No dia 30 de outubro eu fui fazer o meu preventivo. Fui com o nó na garganta (como sempre), notei uma reação diferente na moça que manuseava o aparelho de mamografia e comentei com minha filha.

Uma semana depois o Hospital de Câncer de Barretos (aqui em Campo Grande) me ligou. Quando do outro lado da linha a moça se identificou eu gelei… Eu precisava fazer um ultrassom…Eu fui.

No mesmo dia o Hospital novamente me chama para uma consulta com oncologista… Tremi… Eu fui…

Dois dias depois eu fazia a biopsia… Suspirei…

Novembro não foi fácil… 19 dias de espera do resultado, nesse mesmo mês, dívidas, a perda de um amigo querido, pessoas que me decepcionaram porque eram amigos só quando precisavam de minha compreensão para com os compromissos que tinham assumido comigo. Minha filha doente, sofrendo, cirurgia, dores, choro, dores (e eu pedindo a Deus que passasse a dor dela para mim), a busca de socorro de uma palavra amiga nas pessoas que eu mais amava e um silencio ensurdecedor do outro lado… As duas barrinhas azuis do WhatsApp mostravam que a mensagem tinha sido recebida, mas o retorno não acontecia…

Dia 19 de novembro, recebi o diagnóstico. TENHO CÂNCER.

O medico me deu a noticia sem me olhar nos olhos. Olhando os papeis ele disse:

_ A senhora vai precisar fazer uma cirurgia, porque tem que tirar esse nódulo de sua mama esquerda.

Falou de cabeça baixa.

Ouvi o suspiro de minha neta que me acompanhava na consulta.

A enfermeira em pé ao meu lado segurava um lenço de papel (provavelmente para me dar, caso eu chorasse). Olhei para o médico.

__ Deu positivo para CA doutor?

Ele levantou a cabeça lentamente e pela primeira vez me olhou nos olhos:

_ Sim, dona Marluci.

Acreditem ou não vocês, eu vi minha amiga Rosa naquele momento. Vi seu sorriso!

_ Doutor, Não fique assim. Vou fazer o que tenho que fazer. Sou espirita. Não tenho medo da morte. Eu entendo a morte. Mas vou lutar para viver. Olha pra mim doutor. (ele olhou) O senhor está bem?

Ele sorriu… Um sorriso amarelo… Sem graça…Sem jeito…

Minha neta me olhava com a respiração trancada no seu olhar.

Olhei para ela e disse:

__ Estou bem filhinha. Vovó não vai morrer de câncer. Vovó vai morrer de raiva. E do coração. Vai ser que nem tia Astrea. Não vou agonizar nem sofrer. Não vou embora agora.

Saímos de lá e fomos para a psicóloga, ao lado da sala do médico.

Um amor de pessoa… Já entrei acalmando-a e dizendo que eu estava bem. Falei o tempo todo sobre a vida, sobre o espiritismo, sobre medos, sobre enfrentamentos… Ela me olhava com os olhos arregalados e só conseguiu me dizer que gostaria que eu voltasse para vê-la porque ela precisava de mim.

No caminho para casa fiquei pensando como falar para meus filhos. Eu sabia que seria um choque para eles; mas eu conheço as almas que eduquei. Conheço os filhos que criei. E pensei:” não vou envenena-los aos poucos. Se um gole ou um copo de veneno tem o mesmo efeito, então vai ser um copo em um único gole”. Falei. De uma vez só, de supetão. Não dei tempo para o susto tomar conta deles. Completei mostrando que “AQUI É CASTRO!!!”, como diria meu velho e amado pai.

Nesses três dias que tenho consciência de que estou convivendo com o câncer resolvi me apresentar a ele. E acho que já o convenci de que não vou trata-lo como inimigo, vou cuidar dele. Vou cura-lo. Vou transmutar a energia ruim que ele carrega em si para que ele se sinta menos invasivo, menos destruidor. Não posso tratar mal quem me ensina alguma coisa… Sou professora, sei o valor do ensinamento.

E posso garantir que o câncer já está me ensinando muita coisa.

Ter câncer não é uma sentença de morte, é só um aviso de que terei dias de tempestade vindo por aí e que terei que me preparar para enfrenta-la.

O que não quero é ser alvo de olhares de compaixão e ter que suportar a ideia que os outros têm de que eu vou morrer e pronto.

Tantas outras doenças graves e silenciosas matam até mais do que o câncer, mas não provocam nas pessoas esta ideia catastrófica… É preciso mudar essa mentalidade nas pessoas.

Uma coisa ele já me ensinou; que pela força do estigma, ele tem o poder de modificar para sempre quem o enfrenta.

Em apenas 3 dias de convivência consciente ele já me ensinou que devo mudar o hábito olhar para o ontem e para o amanhã, me mostrou que minha vida sempre foi e deve continuar sendo uma sucessão de “hojes”.

Didaticamente me remeteu às mágoas do passado e aos medos do futuro e me mostrou que há dias bons e dias ruins – e que ambos passam.

Me ensinou que ao invés de eu perguntar revoltada: PRO QUE EU? POR QUE COMIGO? Eu devo perguntar POR QUE NÃO EU? __ e perguntar de forma tranquila.

Em três dias ele já me curou do pouco de vaidade que eu tinha…rs.

Me mostrou que eu vivendo o hoje, devo usar o dinheiro que tenho para viver o hoje. Então… enlouquecida de vontade de comer sushi, mesmo estando com dinheiro contado para pagar contas e terminar o mês, eu pedi sushi e saboreeeeiiiiiiiiiii cada pedaço com um prazer único e inigualável.

Em três dias de convivência consciente ele me mostrou o quanto eu sou feliz quando canto, e eu que já tinha decidido parar com a música, me vi ligando rádio, cantarolando em capela as musicas que eu mais gostava de cantar quando era uma “cantora da noite”

Em três dias de convivência consciente ele me fez diminuir as postagens em redes sociais sobre um governo desastroso, inescrupuloso e funesto para o país…

Pra que poluir minha leitura, minha escrita, meus dias com a loucura e o desrespeito dos insanos?

Pra que me empenhar em abrir os olhos do cego se ele tem a retina deslocada e transloucada? Deixa isso pra quem tem gás pra queimar… Meu gás agora é para fazer café… (adoro café).

Em apenas três dias de convivência consciente ele trouxe amigos novos, trouxe de volta amigos antigos e me surpreendeu com tanta vibração positiva.

Ele me mostrou que o amor vem de onde menos se espera e que amor as vezes é tão grande e tão forte que nos constrange.

Se você me leu até aqui, peço que respire fundo…Que não sofra por mim, porque eu não estou sofrendo. Estou bem! Estou calma! Estou tranquila! Vou fazer o que tem que ser feito!

E saiba que vou postar sempre minha experiência com ele, minha convivência com ele, minhas brigas com ele e quando ele se for… Vou contar nossa despedida também…

Se eu sou uma influenciadora (como dizem que sou), se as pessoas se espelham em mim (como dizem) então eu tenho que ensinar o caminho que faço, não para derrotar, mas para NÃO SER DERROTADA.

 

Com amor a todos que me leram até aqui.

Marluci Brasil.

 

 
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Publicado por em 22 de novembro de 2019 em MEUS ESCRITOS

 

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Diluir…


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Dor! Dor! Dor!

Medo! Nó na garganta…

Emoções estranguladas…

Vontade de fechar os olhos e não abrir mais.

Suspirar suave e profundamente, e a cada suspiro de forma mais longa e mais pausadamente…

Sentir a inspiração inflando o peito

Sentir a expiração, lenta e esvaziante,trazendo pra fora a minha alma

diluindo-a no espaço à frente da expiração …

expirar assim…

até o brilho do olhar se apagar…

 
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Publicado por em 13 de janeiro de 2020 em MEUS ESCRITOS

 

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CONTÁGIO GENÉTICO


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 Tudo começou com um SURTO (genético). De forma isolada, a obsessão pelo poder, pela perseguição, a não aceitação de opiniões contrárias, o próprio umbigo como o centro da atenção de todos (e se assim não o fosse , seria intolerável), uma paixão secreta por líderes (e por um partido político brasileiro em especial, ainda não reconhecido como PAIXÃO) propagou-se pelos genes e logo apareceu um aumento inesperados no número de casos que surtou os descendentes de forma completa e inquestionável.

Não sabiam falar nada nem fazer nada que não fosse relacionado àquela paixão contida no peito. Camuflada. Espremida. Reprimida.

Uma paixão que extravasou em “aquartelamento” e sorrateiramente tomou características ENDÊMICAS.

Pelotões inteiros, sob visão física “uniforme” passaram a compartilhar muito mais do que cortes de cabelo, marcha, corpos humanos ou até mesmo adereços ilustrativos (armas, tanques, insígnias, patentes…) foram surgindo aqui, ali e acolá…

Nem se percebeu o momento em que o SURTO posteriormente tornou-se uma ENDEMIA, assumiu proporções inimagináveis, e do lar familiar, passado para o aquartelamento, ganhou municípios, estados e assolou EPIDEMICAMENTE um país de proporções continentais.

A ferocidade no olhar, na fala, nas ações, no discurso, tornou-se um filme de terror.

Mais assustador que SEXTA-FEIRA 13.

 
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Publicado por em 3 de janeiro de 2020 em MEUS ESCRITOS

 

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Ouvir e escutar


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_ Boa tarde, professora FELIZ Ano Novo!

_ Boa tarde meu querido.

_ Preciso novamente de sua orientação

_ Outra monografia?

_ Não. Pessoal mesmo.

_ E pode ir para meu quadro ENQUANTO ISSO POR IN-BOX do Facebook?

_ Pode, a senhora não vai citar meu nome ne?

_ Claro que não. Mas me diga, o que está acontecendo?

_ Estou magoado… desanimado mesmo.

_ Mágoa não faz bem. É um veneno para quem sente.

_ Mas não consigo deixar de sentir isso. Como faço?

_ Você se magoa porque permite que o comportamento de outra pessoa seja mais convincente que o seu. Mude a sua faixa vibracional.

_ Não sei fazer isso professora. Sou explosivo

_ Olha, faça assim: quando você perceber que vem discussão a caminho; não discuta. Use a frase: VOCÊ MERECE APENAS UM SENTIMENTO MEU EM RELAÇÃO A ISSO: PIEDADE! Vou orar por você, mesmo você mentindo pra você mesmo, porque pra mim e pra Deus, você não consegue mentir

_Se eu tivesse feito isso. Teria evitado tudo que aconteceu agora a pouco.

_A família de minha mulher é F_D_ ! Eles fazem tudo pra nos separar e depois ainda posam de bonzinhos.

_ E você cobra de sua esposa um posicionamento? Se você cobra, você está fazendo exatamente o jogo de quem quer separar vocês.

_ Cobro sim.

_ Tá fazendo errado… olha a primeira família tem uma importância muito grande para as pessoas inseguras. Elas tem medo de perder o apoio

_ Verdade

_Não coloque mais a certeza dela em jogo. E a certeza nesse caso é a primeira família. Faça o mesmo jogo. Se eles te atacam, passa a valorizá-los. Plante nos olhos de sua amada a visão de que você é uma pessoa boa e injustiçada. Que ela aos poucos vai formando uma outra opinião e tomando uma outra atitude. Mas não faça isso por vingança. Faça por amor. Faça pelo relacionamento de vocês.

_ Difícil. Sou sempre eu que tenho que escutar um monte de coisas.

_ Mude o verbo

_ Não entendi

_ Mude o verbo escutar para ouvir

_ Não é a mesma coisa?

_ Não. Não é. Quem ouve, percebe os sons; quem escuta identifica os sons que ouviu Diga para ela: VOU TE OUVIR PORQUE TE RESPEITO E TE QUERO BEM MAS NÃO VOU TE ESCUTAR, PORQUE TE AMO. E se cale, faça cara de paisagem e apenas ouça. Se você retrucar, você terá deixado de ouvir e estará escutando… percebeu a diferença?

_ Será que consigo?

_ Se a ama realmente, vai conseguir sim e no fim vai conquistar a família dela também

_ Obrigada professora.

_ Feliz Ano Novo, meu querido.

( pra começar o ano com chave de ouro)

 

 

 

 

 

 
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Publicado por em 1 de janeiro de 2020 em MEUS ESCRITOS

 

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A MINHA OPINIÃO SOBRE A DECORAÇÃO DE NATAL EM CORUMBÁ/MS


Hoje recebi várias mensagens pelo aplicativo do whatsapp  e mesmo por aqui ( no facebook) reclamações de meus conterrâneos sobre a decoração de Natal em minha cidade Corumbá. E teve até quem me cobrasse:

__ Você deixou de ser corumbaense? Esqueceu da gente? Não vai falar nada sobre nossa cidade?

“Sai pela tangente” como diria minha avó Lucinda… Me fiz de desentendida… Amorteci a conversa com o silêncio após as cobranças que recebi.

Agora, em meu quarto, em repouso pós-operatório e ouvindo meus filhos e netas preparando a Ceia de Natal na cozinha, pensei melhor…

O QUE EU POSSO DIZER? Não estou na minha terra. Não sei os motivos. Desconheço os entraves. Posso supor as limitações, mas não posso garantir nada… Falar o que? Atacar o executivo? Por que eu? Não vou falar do que não sei, não vou falar nem vou embarcar em jogo político. Não vou militar em causa alheia, embora a minha cidade não seja “causa alheia”.Vou falar do que admiro na cidade morena (onde moro com minha família), talvez a minha história que vou contar inspire as ações futuras de meus conterrâneos…

A história que quero contar aconteceu em uma passagem minha pela principal avenida de Campo Grande, a avenida Afonso Pena quando algo chamou minha atenção: escoras de madeira sustentavam uma velha árvore.

Resolvi parar o carro e fotografar a visão. Quantas vezes eu já passei por “esses cuidados” e nunca os percebi dessa forma?

CUIDADO

Lembrei de minha avó Lucinda.

__ Marluci, se você quer conhecer uma pessoa olhe a casa dela. Preste atenção em tudo. Se ela deixa a casa suja e caindo aos pedaços ela não ama a família que tem. Se ela não tem verde, se não tem plantas é uma pessoa amarga, rude, sem raízes, muda sempre e quando muda leva consigo só o que plantou na vida: amargura, egoísmo, insatisfações. Se ela tem plantas e não cuida, não apara, não rega e permite que o mato cresça é uma pessoa acomodada, que acha que tudo tem que ser resolvido por Deus e por outras pessoas; ela sempre se julga o centro das atenções e aparenta ser o que não é. Se tem o verde e cuida, mesmo pagando alguém pra cuidar pra ela, essa pessoa se ama, ama sua família, ama a vida, ama os amigos, tem esperança e é de Deus! Sim de Deus! Porque respeita a primeira criação divina a Natureza. Essa é uma pessoa que vale a pena você ter como amiga, porque ela vai te fazer o bem e vai te ensinar muita coisa boa na vida.

Acho que a população de Corumbá tem que pensar muito nas próximas eleições para prefeito e vereadores. Tem que andar pela cidade, num passeio descompromissado, observar o que foi conservado, o que foi valorizado, o que foi cuidado, o que foi renovado, o que foi implantado… Deve puxar pela memória e relacionar os nomes colocados para a disputa do pleito e o que foi observado…

Não pode ter partidarismo. Não pode ter ódio político. Não pode ter mimimi.

Tem que ter RETORNO. O voto do corumbaense tem que ter RETORNO!!! E TEM QUE TER RETORNO POSITIVO para a cidade e para os habitantes para que não tenhamos tantas reclamações…

O  voto do povo corumbaense tem que ter a mensagem:ESTAMOS CUIDANDO de nossa cidade, de nossa história,  de nossas tradições, de nosso povo (como a foto das madeiras escorando a velha arvore no canteiro da Afonso Pena tem). Votar por votar, votar por favor, votar por pedido de outrem, votar por obrigação, não nos dá o direito de reclamar nada.

Votem com o olhar de amor pela nossa terra. Só assim não teremos do que reclamar…

O LAMENTAR pode ainda acontecer, mas LAMENTAR é diferente de reclamar.

Reclama quem clama pela segunda, terceira,quarta vez o clamor que emitiu para a pessoa errada… E se fez isso o ERRO é de quem CLAMOU.

Lamenta quem acreditou, quem teve fé, quem confiou e que apesar da dor de ter feito uma escolha equivocada, está pronto(a) para tentar novamente.

Esqueçamos a decoração natalina desfocada… Vivamos o espírito do NATAL. E que nasça em cada um dos corumbaenses uma nova esperança de acertar na hora do voto nas próximas eleições.

Está feito.

 

 
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Publicado por em 24 de dezembro de 2019 em MEUS ESCRITOS

 

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POR QUE ADMIRO A MENINA GRETA?


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Uma pessoa me perguntou porque eu admiro tanto a menina Greta. Vou expor aqui a minha opinião sobre ela.

  • Greta Thunberg, uma sueca de 16 anos, que virou a principal voz no combate às mudanças climáticas.
  • Preocupada com as consequências das mudanças climáticas que todas as novas gerações terão de enfrentar, e com ineficiência das ações para reverter e amenizar os danos do aquecimento global, ela resolveu protestar na frente do parlamento sueco.
  • Ela protestou sozinha, por oito meses. E o que era uma luta solitária, se transformou em uma marcha de 1,5 milhões de estudantes, em mais de 100 países, em março de 2019.
  • A Greve pelo Clima projetou Greta internacionalmente.
  • Os Discursos de Greta são contundentes com duras críticas aos governos que têm negligenciado o futuro das novas gerações, ela se tornou uma das principais vozes no movimento contra o aquecimento global.
  • Se tudo isso não fosse o suficiente Greta também é uma pessoa diagnosticada com SÍNDROME DE ASPERGER (um dos espectros do autismo), TOC e MUTISTMO SELETIVO. O que significa que “basicamente, ela só fala quando acha necessário” .
  • Greta não é uma menina que faz cara feia ou prepotente, ela é uma menina especial no significado literal da palavra. Quem não sabe o que é SINDROME DE ASPERGER deve buscar informação sobre a patologia e então vai entender porque ela fala com tom, gestos e fisionomia de poucos amigos.
  • Justamente por causa do seu diagnóstico, ela consegue ter um raciocínio lógico apurado e enxergar as coisas de forma muito prática.
  • Greta nos chama a agir, para termos esperança de um futuro.
  • Greta não frequenta escolas porque em seu país de origem a EDUCAÇÃO DOMICILIAR é opcional e por causa da síndrome, da qual ela é portadora requer um acompanhamento especializado que raríssimas escolas (NO MUNDO TODO) tem.
  • “Sem ação, não há esperança.” – Greta Thunberg. Essa fala dela nos leva a pensar e a agir. Vivemos reclamando aqui mesmo pelas redes sociais daquilo que não queremos e não aceitamos, mas em que isso muda o que não queremos e não aceitamos? Se não agirmos, teremos que aceitar goela abaixo o que nos faz mal.
  • Greta me encoraja com sua coragem adolescente e mais ainda. Me ensina com a sua SINDROME.
  • Ela não está “fazendo escola” ela É UMA ESCOLA.
  • Greta está ensinando como uma criança especial aprende, como uma adolescente especial percebe , como um jovem especial age, e nos ensinará como um adulto especial constrói o futuro sem que seja preciso destruir para construir.
  • Sim, eu sei porque eu admiro a Greta.

E você? Sabia que ela é uma ASPERGER?

Você sabe quais são as limitações e características de uma ASPERGER?

Não sabe?

Então você não pode ser contra o que você não conhece, certo?

Ou pode?

 

Texto de Marluci Brasil

 

 
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Publicado por em 15 de dezembro de 2019 em MEUS ESCRITOS

 

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A DIFERENÇA ENTRE GRETA E MALALA


A DIFERENÇA ENTRE GRETA E MALALA

Tudo nesta vida é uma questão de FOCO.

Recebi pelo aplicativo whatsapp um texto abordando a diferença entre as duas meninas que impactaram o mundo com a causa que abraçaram.

Um texto tendencioso, e como todo texto tendencioso, desprovido de bom senso.

Resolvi escrever sob o mesmo título do texto que li.

Meu texto é este     Resultado de imagem para abaixo.

Admiro as duas.
Na mesma intensidade. Cada uma delas tem uma causa diferente e não menos importante que a outra.
Uma lutou por causa própria em que outras pessoas de sua cultura poderiam ser beneficiadas.
A outra luta pela vida no planeta.
Uma é fruto de uma educação opressora por isso tem um comportamento introvertido.
A outra é fruto de uma educação libertadora por isso tem um comportamento audaz.
A diferença está em que uma PEITOU o presidente de seu país e a outra peitou os presidentes de todos os países planeta.
Precisamos de mais Gretas.

(Texto de Marluci Brasil)

 
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Publicado por em 15 de dezembro de 2019 em MEUS ESCRITOS

 

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