RSS

Arquivo mensal: dezembro 2010

BOM DIA , FLOR DO DIA.


“-Bom dia, FLOR DO DIA”?

Assim que minha irmã dizia ao me ver acordada nas primeiras horas do dia.  E vinha correndo me abraçar.
Marcia dizia que 4 abraços por dia dão para sobreviver; 8 ajudam a nos manter vivos; 12 fazem a vida prosperar.

Vivia dando tudo o que tinha em casa para os primos, empregadas, e qualquer um que batesse à nossa porta. Ela dizia que “vida nenhuma prospera se estiver pesada e intoxicada”. E respondia com uma pergunta quando a gente dizia que ela iria levar papai à falência : você já ouviu falar em toxinas da casa?  Elas existem maninha….Sabe quais são? São objetos que você não usa, as roupas que você não gosta ou não usa há um ano, as coisas feias, as coisas quebradas, lascadas ou rachadas,as velhas cartas, bilhetes (menos os de amor, é claro…. amor não envelhece, ele amadurece), as plantas mortas ou doentes, os recibos/jornais/revistas, antigos,os remédios vencidos, as meias velhas, furadas, os sapatos estragados…

Ufa, que peso! “O que está fora está dentro e isso afeta a saúde”, aprendi  isso com ela. “Saúde é o que interessa. O resto não tem pressa!”, ela diz, enquanto me ajuda a faxinar as minhas gavetas, ou liberar as tralhas da casa…
A faxina é a forma mais rápidas de transformar a vida e ajuda as outras eventuais terapias. Com o jogar fora as coisas que não nos serve, abre espaço para coisas novas, bonitas, da moda, em tempo… Eleva a auto-estima…. A saúde melhora, a criatividade cresce; os relacionamentos se aprimoram…

 Segundo  ela … é comum se sentir cansada, deprimida, desanimada, em um ambiente cheio de entulho, pois existem fios invisíveis que nos ligam à tudo aquilo que possuímos.
Outros possíveis efeitos do “acúmulo e da bagunça”: é sentir-se desorganizada; fracassada; limitada; aumento de peso (nosso eterno fantasma…rs); apegada ao passado…

Guardadas , as tralhas viram sobrecarga.

 Na entrada da casa  diminuem espaço para o fluxo da vida.

Empilhadas no chão, nos puxam para baixo.

 Acima de nós  viram dores de cabeça.

Embaixo da cama, poluem nosso sono.

E não adianta falar que não tem tempo pra fazer faxina. Temos  oito horas, para trabalhar; oito horas, para descansar e oito horas, para nos cuidarmos.

Se você estiver em dúvida, faça umas perguntinhas básicas na hora de jogar as tralhas fora Tipo:
– Por que estou guardando isso?
– Será que tem a ver comigo hoje?
– O que vou sentir ao liberar isto?
 
…e vá fazendo pilhas separadas…
– Para doar!
– Para jogar fora!

Para destralhar mais:
– livre-se de barulhos,
– das luzes fortes,
– das cores berrantes,
– dos odores químicos,
– dos revestimentos sintéticos…

e também…
– libere mágoas,
– pare de fumar,
– diminua o uso da carne,
– termine projetos inacabados.

Marcia dizia que as frutas nascem azedas e no pé, vão ficando docinhas com o tempo. A gente deveria de ser assim, ela diz: “Destralhar ajuda a adocicar.”

 
Deixe um comentário

Publicado por em 26 de dezembro de 2010 em MEUS ESCRITOS

 

Tags:

As aparencias enganam, aos que odeiam e aos que amam…


Não há nada mais insuportavel e deprimente do que as limitações.

Principalmente quando o corpo ( envólucro carnal) aprisiona literalmente a alma.

Meu corpo é o meu cárcere.

Hoje, cedo, às cinco da manhã acordei com dores…muitas dores… Tentei levantar… meu corpo arqueado, revelaram sua idade nos passos miudos e tremulos que consegui dar.

Fui tateando as paredes para chegar ao banheiro , ascendi a luz e de frente ao espelho que me refletia, quase fui ofuscada pelo brilho intenso que saiam de meus olhos ( espelho de minha alma).

Liguei o celular, coloquei o fone de ouvido, sentei-me na cadeira muda e solitária na sala, peguei o crochet  e no amanhecer quieto ouvi Elis.

As aparências enganam aos que odeiam e aos que amam, porque o amor e o ódio se irmanam na fogueira das paixões…

 As aparências enganam aos que odeiam e aos que amam, porque o amor e o ódio se irmanam na geleira das paixões…

As aparências enganam aos que gelam e aos que inflamam, porque o fogo e o gelo se irmanam no outono das paixões…

Olho o espelho e não vejo nele  refletido o corpo que me encarcera.

Minha alma  se mostra pra mim. E me diz que AS APARENCIAS ENGANAM AOS QUE ODEIAM E AOS QUE AMAM. ..

 
2 Comentários

Publicado por em 16 de dezembro de 2010 em MEUS ESCRITOS

 

Tags:

O meu tipo de homem?


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tem que ser assim: deixar de ser comum e assumir a singularidade dos nomes próprios; no entanto, ele deve, tem quer ter coisas e momentos de pluralidade.

É fundamental que conheça os meus caminhos, mas que finja não conhece-los (de todo), para que a busca se torne uma constante.

É imprescindível que use mais de dez pôr cento de sua cabeça animal (amo homens inteligentes que desconheçam a prepotência).

O meu homem tem que mudar de atitude de acordo com a adrenalina do momento, que ao me defender assuma a ferocidade do felino maior, mas que ao precisar se defender de mim torne-se o visitante noturno do meu telhado “ronronando” a minha atenção.

O meu homem tem que ter sensibilidade fraterna e artística. Tem  que saber tocar  UM e O  instrumento, tem que me impelir e me frear, tem que ser incuravelmente louco, do tipo que adora banhos noturnos, caminhadas na chuva, viagens relâmpago…

O meu homem tem que ser intuitivo, perceptivo, sacar o momento em que a solidão será a melhor companheira para nós dois.

O meu homem tem que viver o presente intensamente, sem ser extremista, tem que me dar segurança sem bloquear a minha realização profissional, tem que dar grande importância  ao antes e ao depois, ser atrevido no  durante, ser generoso e receptivo.

O meu homem tem que me falar coisas obscenas no ouvido, com a pureza de quem faz uma prece ( não pode ser vulgar) , tem que ter um toque de mistério e me dizer mais com os olhos do que com a voz.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 13 de dezembro de 2010 em MEUS ESCRITOS

 

Tags:

TESTAMENTO ECOLÓGICO


Luz de minha vida. Minha neta querida.Filha de minha filha, Leatrice Fica a todos aqueles, que quiserem deste tomar ciência

Que através do presente documento,com firma reconhecida no cartório da maternidade, ainda que de avó…

Deixo declarado em caráter, irredutível, irrevogável, indestrutível para o fruto do ventre de meu ventre…

O ar puro das montanhas nos pulmões das grandes cidades…

A translucidez das águas cristalinas nas fontes intocadas, que alimentam os rios, que serpenteiam as matas nativas, que ganham o status de canais de pura vida…

O vôo soberbo dos tuiuiús, das garças reais, dos colhereiros das araras azuis…

O balé submerso dos dourados, piraputangas, caxaras, em época de piracema…

Os gritos do aranquã ao nascer e ao pôr do sol pantaneiro

As salinas, os igarapés, as baias e corixo.

A imponência do rio Paraguai tatuando em prata o S no seio pantaneiro.

Deixo à Maria Luiza, luz de minha vida, o fruto colhido no pé, na época e no tempo certo, sem a interferência da química forjada.

Deixo para minha neta a MÃO DO HOMEM.

Porem, deixo-a em situações distintas:

Espalmadas: Ao plantar, apoiar, regar, preservar,colher…

Unidas, palmas e dedos… ao agradecer, pela certeza de que a natureza, ali estará intacta, a cada amanhecer.  

 
Deixe um comentário

Publicado por em 12 de dezembro de 2010 em MEUS ESCRITOS

 

Tags:

Saudades Natalinas….


 O natal é lindo… é mágico….é doce ( quando se tem lembranças como as que eu tenho)… mas com o tempo o doce toma aquele amarguinho que doi no final perto da orelha, na junção do maxilar….

É quando a saudade doi.

Saudade dos avós, dos pais, dos tios, dos primos, dos irmãos…

Saudades da mesa farta… dos risos… de cantar “noite feliz” em coro com a familia de mãos dadas….

Saudades da prece de natal, dita por tio Costinha….

Saudades das rabanadas de Vovó Lucinda…. Saudades da macarronada dela…. Ah!!!! que macarronada….

Saudades do esforço que vovô Castro fazia para se mostrar sempre sério…

Saudades da farofa de tia Tide…

Saudades… muitas saudades…..

 
Deixe um comentário

Publicado por em 6 de dezembro de 2010 em MEUS ESCRITOS

 

Tags:

ESCREVER…


Escrever para mim é como respirar. é como alimentar o meu corpo faminto, ou saciar minha sede.

Escrever para mim é o banho de cachoeira de água gelada numa tarde escaldante.

Escrever para mim é como ouvir o som de canto de pássaros , córregos, folhas ao vento,aos poucos, irem subindo de volume e engolindo o som de buzinas, freadas, gritos, tiros, som de batida de funk…

Escrever para mim é ter a oportunidade de ler minha alma.

Quando não sei o que esta acontecendo comigo, quando não me entendo, quando estou triste e preciso desabafar com alguem, quando estou só, quando tenho medo… eu escrevo, e depois me leio…conselho-me… oriento-me…. acalmo minhga angustia, dissipo meus medos.

Escrever para mim é me permitir.

 
4 Comentários

Publicado por em 4 de dezembro de 2010 em MEUS ESCRITOS

 

Tags:

 
%d blogueiros gostam disto: