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23 anos de saudades…

23 jul

 

23 anos sem minha mãe. e tanta coisa a dizer… Tanta coisa que não foi dita.

Às vezes me pergunto quando nós, ( na condição de filhos e filhas) teremos a dimensão do que significa perder uma mãe quando ainda a temos.

Se ser mãe não é fácil, ser filha mais dificil o é.

Porque mãe sabe o que deve ser feito, e filha só aprende o deveria ter sido feito, quando a mãe lhe diz: EU NÃO DISSE? EU NÃO AVISEI? 

Ou então quando a vida lhe esbofeteia o rosto e a dor grita em seu ouvido : NÃO OUVIU SUA MÃE? AGORA COLHA O QUE PLANTOU!

Ser filha é não conseguir diferenciar quando a palmada, no fundo é um gesto de carinho. Um afago no erro, uma alerta de que se está indo por um caminho perigoso…

O  “ficar de castigo”, nada mais é do que uma cantiga de ninar para nossa condição de pessoa  afoita e inconsequente…

Ser filha , é não conseguir decifrar o que significa  a resposta PORQUE NÃO! que a mãe nos dá, simplismente porque nesse momento ela está assumindo por nós os riscos do nosso proprio erro, freando a nossa capacidade de errar.

Com as mãos  ela vai abrindo espaços, tirando pedras do caminho, arrancando os espinhos das rosas, filtrando a água que vamos beber, arrumando a nossa cama, preparando o nosso prato para depois dizer: AGORA SIM. PODE IR!

Ah!!! Ser filha é tão dificil.

Por que não temos a sabedoria das nossas mães?

 Porque não tivemos a capacidade de ama-la como ela nos amou.? De entende-la como ela nos entendeu? De protege-la como ela nos protegeu?

Porque ela nos “encheu a paciência, nos tirou do sério quando eramos adolescente, jovens-adultos”  e  depois  quando estamos preparados para sermos nós mesmos, sentimos esse oco no meio da alma e percebemos que temos um pedaço de nós nela, e que se ela se for,  morreremos um pouco tambem…

Porque não cuidamos desse espaço enquanto ele estava preenchido?

Ah!!!1 ser filha é tão dificil…

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1 comentário

Publicado por em 23 de julho de 2011 em MEUS ESCRITOS

 

Tags:

Uma resposta para “23 anos de saudades…

  1. Yvone de Souza Almeida

    17 de agosto de 2011 at 14:10

    Querida Marluci,
    Foi por acaso que abri seu site.
    Meus olhos percorreram a sua crônica ” 23 anos de saudade” e meus olhos se umedeceram pouco a pouco até que quase não conseguia mais enxergar o texto…
    E meus pensamentos voaram até Corumbá, a minha velha e querida Corumbá e a lembrança da fisionomia da sua mãe …, depois da minha mãe Dona Esther …, depois a da sua Tia Astreia foram aparecendo, falando comigo e eu fui tomada por uma grande saudade …e pelas muitas lágrimas .O que posso lhe dizer agora?Saudades… muitas saudades…
    Beijos Yvone

     

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