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Arquivo mensal: fevereiro 2012

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ETÉREO


ETÉREO

Às vezes sentimos uma necessidade única de ter a singularidade do éter…
Necessidade de exalar …
Sumir no ar….
Deixar uma espécie de presença sutil e delicada no sentido do olfato e um geladinho no tato…
Nesses momentos é que experimentamos o éco de nossas atitudes.
Precisamos de água limpa para lavar as sujeiras da alma maculada pela dor, pela decepção, pelo espirito aprisionado no grito contido na garganta e afogado nos olhos alagoados….
Esse é o momento certo para gritar a dor.
É preciso um lugar como esse…

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Publicado por em 26 de fevereiro de 2012 em MEUS ESCRITOS

 

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CARNAVAL


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A folia não mais me atrai .

Meu desinteresse pela folia começou quando passei a analisar o que acontecia nos salões dos clubes, nas avenidas nos dias de desfile , nos pronto socorros, nos hospitais…

As pessoas passam a perder o senso de ridículo, a alegria se mascara de falta de postura social,  moral assume o seu antônimo e o lado obscuro da mente humana se projeta de forma aterrorizante e macabra.

Fantasias de monstros, capetas, homens vestindo-se como mulheres ( não sei se mostrando a sua verdadeira identidade ou se mostrando o seu menosprezo pela parte feminina da humanidade), mulheres na ansiedade de provar a sua liberdade supostamente conquistada, bebem e caem envoltas no cheiro azedo dos vômitos ou ainda se oferecem como fêmeas no cio …

Na passarela o sonho assume o sofrimento do peso e do calor de fantasias milionárias que brilharão em uma noite o que mataria a fome de uma família em um ano…

Os motoristas tem  pressa inexplicável…

As pessoas se despenteiam , e suam , e fedem , e jogam o corpo para frente, e pendem a cabeça para trás , e grriiiitam… à toa… sem motivo nenhum …

Nos salões ,  formam uma massa de pipoca queimada , saltam e fedem , fedem e saltam …

Nas caixas de som , o grito estridente do cantor tenta superar o barulho ensurdecedor dos bombos , dos metais, dos instrumentos elétricos… a música deixa de ser o alimento da alma para se tornar a droga dos sentidos…

E o povo dança, pula, sua , e … fede.

O cheiro de cerveja se mistura com o fedor do corpo suado…o gosto amargo da cerveja fica doce quando se mistura com o gosto salgado do suor que escorre pelo rosto e se mistura com a saliva quando entra pela boca.

No dia seguinte…As pessoas estão cansadas, esgotadas, doentes … A cabeça pesa , a voz é rouca, o corpo dói , os olhos injetados de um vermelho pálido disputam espaço com a face esbranquiçada e com as olheiras escuras…

Carnaval?… Não…Carnaval para mim é o lado animal do racional que o homem se esforça para ser em onze meses por ano.

 

 
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Publicado por em 22 de fevereiro de 2012 em MEUS ESCRITOS

 

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A INTOLERANCIA


Sempre quando acordo pergunto-me: O que devo trabalhar hoje em mim?

Essa é a resposta que tenho, a 40 anos… ( sim porque foi aos 17 anos que comecei a perceber que esse defeito que carrego comigo  é que tem afastado as pessoas de mim) a resposta : DEVO TRABALHAR A INTOLERANCIA!

Tem muitas coisas que não tolero. No entanto sei que tenho me esforçado para aprender a tolerar.

-musica ruim

-fanatismo ( de qualquer tipo, time, religião,artista…)

-traição

-falsidade ( de qualquer tipo, ideológica, fraternal, amorosa, maternal, filial)

-ambiente sujo, desarrumado, cheirando mal…

-falta de cuidado com as coisas ( roupa manchada, rasgada, brinquedos quebrados e esparramados pela casa)

-gatos ( especialmente miando e roçando em minhas pernas)

-perfume de fragancia doce

-cheiro e gosto de bebida alcoolica, especialmente a pinga e a cerveja

-fumaça de cachimbo ( o doce)

-afirmações infundadas, especialmente quando são ditas como verdades absolutas

Preciso realmente trabalhar isso em mim. A tolerancia é a condição primordial para se viver em sociedade. E se viver bem. Mas me vejo questionando. Qual delas me incomoda mais?

São duas. Basicamente duas. O gosto musical e a religião.

Me pego pensando : ORA MARLUCI ! CRESÇA! NINGUEM É OBRIGADO A GOSTAR DO ESTILO MUSICAL QUE VOCÊ GOSTA OU PROFESSAR A FÉ QUE VOCÊ PROFESSA.

E me pego concordando com essa minha afirmação! Mas quando vejo ! Quando percebo! Já me sinto novamente agredida quando encaro situações em que essas “tolerancias” são as melhores doses de tempero para que o “prato do tia” se torne no minimo menos insuportavel!

É quando me pergunto: Até quando devo me alertar que devo ser mais tolerante?

 
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Publicado por em 3 de fevereiro de 2012 em MEUS ESCRITOS

 

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