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Arquivo mensal: maio 2015

Alma suspensa


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Às vezes eu me sinto assim…

Velho banco de madeira

Úmido de lagrimas orvalhadas

De arvores desfolhadas

Outonizadas e solitárias

Às vezes os caminhos que contemplo

São feitos de poeira e vento

De gramas pendidas

Em estágio de lamento

Retorcidas ao sabor dos vórtices voláteis da brisa

Que  gelam-me as arestas.

Lembro-me em tempos que fui viva

Fui arvore frutífera, sombrosa

Tinha seiva, tinha sede…

Primaveril tinha a alma em festa…

Hoje, contemplo o tempo que passa.

E me sinto assim…

Sem ponto de partida

Sem ponto de chegada

Parada no meio do nada

 
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Publicado por em 12 de maio de 2015 em MEUS ESCRITOS

 

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