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Honrar Pai e Mãe…

14 dez

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Hoje estudando o Evangelho Segundo o Espiritismo , abri aleatoriamente no capitulo 14 que trata sobre o assunto Honrar Pai e Mãe.
Allan Kardec nos esclarece: “O mandamento: “Honra a teu pai e a tua mãe”, é uma consequência da LEI GERAL DA CARIDADE E DO AMOR AO PRÓXIMO, porque não se pode amar ao próximo sem amar aos pais” .
Podemos dizer que se os estranhos, amigos e conhecidos são O NOSSO PRÓXIMO os pais e parentes que nos compartilham o lar são em verdade O PROXIMO MAIS PRÓXIMO pois foram por DEUS situados ao lado dos nossos corações. Se DEUS nos escolheu para sermos filhos exatamente desses pais, significa que temos deveres recíprocos uns para com os outros no campo do espírito.
Kardec esclarece porém outros aspectos do mandamento HONRAR PAI E MÃE: “…mas o imperativo HONRA implica um dever a mais para com eles: o da PIEDADE FILIAL. Deus quis demonstrar, assim, que ao amor é necessário juntar o respeito, a estima, a obediência e a condescendência…” E essa questão da Piedade Filial me manteve cativa por horas na leitura do mesmo trecho de estudo…
Kardec orienta que para honrar não basta amar é preciso ainda mais que o próprio amor natural de filho… Precisamos agregar o respeito profundo, aqueles que foram o nosso passaporte para a vida e que delas são aprendizes tambem.
Não basta aquele amor de filho e filha que tem natural reverência aos que lhe colocaram no mundo; ensina Kardec que temos “a obrigação de cumprir para com eles, de maneira mais rigorosa, tudo o que a caridade determina em relação ao próximo”.
Nesse ponto de meu estudo senti vergonha de mim mesma… Pude rever quantas vezes eu apertei o coração de meus pais com frases e atitudes que me faziam mal também mas que eu em meio à NECESSIDADE DE ME SENTIR CHEIA DE RAZÃO punia mais a mim do que a eles…
Mamãe e papai aguardavam pacientemente a minha “vergonha na cara” falar mais alto e eu voltava disfarçando, ainda “falando grosso” com uma autoridade que na verdade eu não tinha nem com eles nem diante das situações que criei… Mas eles ficavam lá, esperando a peneira do tempo separar o correto do errado e eu , nua de razões tomar a atitude certa…
Quando casei, errei por muitas vezes duplamente com meus pais. Errei quando errei comigo mesma, e errei quando errei com erros que não eram , mas que eu TINHA que que me manter na posição de ofendida…
Quantas vezes vi o olhar opaco de meu pai olhando o meu olhar atrevido… Parecia que ele me dizia: EU ESPERO…EU ESPERO…
Quantas vezes vi os olhos de minha mãe mareados, seu queixo trêmulo e simulei não ter percebido aquelas reações…
Quantas vezes errei, meu Deus!!!!
Uma vez minha avó me disse:
__ Marluci, a única relação que é para sempre é a de pai, mãe e filho.
Olho minha vida, os passos que dei, as decisões que tomei, as besteiras que fiz e vejo que ela tinha razão. As únicas pessoas que sei, que tenho certeza, que dariam a vida por mim, eu muitas vezes abandonei em vida, ainda que por breves momentos.
Talvez seja as festividades familiares de final de ano que me acometem de forma tão sofrida à constatação dos erros que já cometi…
Hoje, olho para meus filhos opacamente e…espero.

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Publicado por em 14 de dezembro de 2015 em MEUS ESCRITOS

 

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