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Arquivo mensal: março 2017

QUANTOS ANOS EU TENHO?


 

 

“Quantos anos tenho?

Que importa isso!

Tenho a idade que quero e sinto!

A idade em que posso gritar,

Sem medo aquilo que penso.

Fazer o que desejo, sem medo do fracasso

Pois tenho a experiência dos anos vividos,

E a força, e a convicção de meus desejos.

 

Que importa quantos anos tenho!

Não quero pensar nisso!

Pois uns dizem que já sou velha

Enquanto outros “que estou no apogeu”.

Porém não é a idade que tenho,

Nem o que as  pessoas dizem,

senão o que meu coração sente,

e o meu cérebro me dita…


Tenho os anos necessários para gritar, o que penso
fazer o que quero, reconhecer erros velhos
ratificar caminhos e somar êxitos
Tenho a idade em que as coisas se olham com mais calma
porem com o interesse de seguir crescendo.
Tenho os anos em que os sonhos
se começam, a acariciar com os dedos,
e as ilusões se convertem em esperança.
Tenho os anos em que o amor,
às vezes é uma louca labareda,
ansiosa de consumir-se no fogo,
de uma paixão desejada.
E outras vezes,

num remanso de paz,

como o entardecer na praia..


Quantos anos eu tenho?
Não necessito marcá-los com um número,
pois os meus desejos alcançados,
as lágrimas que pelo caminho derramei,
valem muito mais que isso.


Que importa, se tenho, cinquenta, sessenta, ou mais?!

O que importa é a idade que sinto!
Tenho os anos que necessito para viver livre,
pois levo comigo,
a experiência adquirida,

e a força dos meus desejos

 

Quantos anos eu tenho???
Isso a quem lhe importa?
Tenho os anos suficientes, para perder o medo,
e fazer, o que quero e sinto
Que importa quantos anos tenho, ou quantos espero,
se com os anos que tenho
aprendi a querer o necessário,

e a agarrar apenas o bom da vida!!!”


( texto de José Saramago)

 

 

Meus versos


 
Meus versos são mais do que palavras inúteis
mais do que rimas fúteis,
mais do que choro sem dor.
Meus versos são canções ao vento
são alegria e lamento,
são respingos de amor.
 
Meus versos são mais do que palavras perdidas
mais do que experiências vividas
mais do que submissão.
Meus versos são clarões noturnos
são compêndios diurnos
são bater de coração.
 
Meus versos são mais do que palavras rebuscadas,
mais do que arte inacabada,
mais do que a arte do sofrer.
Meus versos são fontes de vida,
bálsamos de minhas feridas,
sem eles… posso morrer.
 
(poema de autoria de Marluci Brasil __ respeite os direitos autorais)
 
OBS um grande abraço a todos os meus amigos poetas e poetisas. __ Dia 14 de março: DIA DA POESIA.
 
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Publicado por em 14 de março de 2017 em MEUS ESCRITOS

 

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