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Sobre marlucibrasil

Sou uma apaixonada pela vida! Apaixonada pela palavra, escrita, falada, cantada! Neste BLOG, só não será texto de minha autoria aquele que vier com o nome do autor ou então com a obsrvação:PROCURA-SE O AUTOR. Terei o maior prazar em emprestar os meus textos para quem deles quiser fazer uso. Mas... respeite os direitos autorais.

ABORTE


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Se quiser abortar , aborte!
A vida é sua, não tenho nada com isso!
Não vou interferir! Muito menos opinar!
Quer abortar? Aborte! A vida é sua!
Aborte a sua covardia!
Aborte a sua negligencia!
Aborte a sua desumanidade!
Aborte a sua vaidade!
É a SUA vida que você está abortando!
Não dê ouvidos a quem se diz contra o aborto!
Você está abortando o que é seu!
É a SUA VIDA! Aborte suas manias,
Aborte seus vícios!
Aborte seus medos!
Aborte seus instintos incontroláveis!
Aborte!!!! Não dê ouvidos a quem não vive a SUA VIDA!
Quer abortar? Aborte!
Aborte suas dores, seus rancores , sua sina!
Aborte a atitude assassina.

 
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Publicado por em 1 de dezembro de 2019 em MEUS ESCRITOS

 

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SAUDADE


SAUDADES

As vezes a saudade bate forte…
A gente tem a impressão de que o peito é pequeno
E ela aproveita o caminho das veias
Se mistura com o sangue e se espalha pelo corpo
Quando chega ao cérebro da gente
Deixa de ser sentimento e passa a ser pensamento
E então ele começa a guiar os passos da gente
Passa a ser a visão da gente
Passa a ser a audição da gente
Passa a ser o paladar da gente
Passa a ser o tato da gente
Passa a ser o olfato da gente
E então a gente sente fisicamente
O que antes era fluídico, etérico…
Sinto seu cheiro mãe
Ouço sua voz, seu piano
Posso sentir no paladar o sabor da sopa paraguaia que a senhora fazia.
Quando me olho no espelho, posso ver seus traços em mim
Queria muito o seu abraço!

 

 
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Publicado por em 1 de dezembro de 2019 em MEUS ESCRITOS

 

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A lição do Rio


rio

Uma semana pensando em vovó Lucinda…

Uma semana me perguntando o que ela me diria sobre o momento que estou passando…

A lembrança de menina, encolhida diante da realidade assustadora mas que “assustadoramente” não me parece fatalidade, ou decreto, ou castigo, ou algo REALMENTE GRAVE, adormece feito feto …

Forço a memória, ela está entorpecida, sonolenta…

Não consigo… Deito-me em minha cama, jogo “paciência” no celular e espero o sono chegar… Nem percebi quando fechei os olhos.

Sentada na poltrona ao lado de minha cama, observo meu corpo adormecido…

_ “Estou dormindo”_ pensei…

Senti a mão passando pelos meus cabelos, olhei para o lado e para cima. Uma especie de portal de luz se fazia junto ao bico-de-lampada no teto de meu quarto.

Vovó Lucinda estava em pé ao meu lado, acariciando meus cabelos…

_ Eles vão cair vó?

_ Se cair, outros nascerão! __ e sorriu para mim.

_ E meu peito?

_ Ele já cumpriu sua missão, te fez mulher, te fez mãe, até serviu de proteção para seu coração contra as pancadas que a vida dá na gente.

Olhei para meu corpo adormecido… Olhei para ela…

_ Vão me entubar de novo vó?

_ Você não vai nem ver, nem sentir.

E continuava me acariciando os cabelos.

_ Vou morrer vó?

Segurou meu rosto com as mãos, levantou meu queixo…  Senti o cheiro de tempero caseiro em suas mãos. Senti a pele fina dos seus dedos…

_ A vida é um rio, tem nascente e morre numa coisa maior, o mar. Lá ele se junta com outras vidas, formam a vida universal, evaporam e caem feito chuva, alimentam a cabeceira da nascente e se tornam rio novamente e tudo se repete… Sabe porque o rio nasce, nasce e nasce e nasce?

Olhei pra ela embevecida… Lá vinha um novo ensinamento.

Meu corpo se mexeu na cama ao meu lado; desviei o olhar para ele e ela me pegou pelo queixo novamente me forçando a olhar nos seus olhos miúdos com um brilho diferente do que eu me lembrava…

Continuou__ Porque ele aprende a lidar com as pedras que surgem pelo seu caminho. Ele contorna. Ele alisa as pedras ásperas a cada vida nova, ele acaba diminuindo aquilo que está lá, duro como pedra, porque É PEDRA (frisou a entonação da voz) e ele segue seu caminho.

_ As pedras são as provações né vó?

Ela assentiu com a cabeça e continuou.

_ Se tem um baque, um susto, uma dor muito forte ele salta, ele cai…. Uma coisa que joga o rio para baixo entende? Ele desce com força, ele corre, ele vira cachoeira se for preciso, mas ele continua seu caminho; depois do perigo da queda passada ele se acalma… fica lisinho… sai alimentando de vida aquilo que está nas margens… até encontrar o mar…

_ Mas Vó, tem rio que não encontra o mar.

_ Esses, vão por baixo da terra… cavam a sua cova e no fim… acabam no mar também.

Como ela podia pensar isso tudo? Como ela podia ter uma visão dessa? Com quem ela aprendeu essas comparações? Ela não tinha estudo… Lembro dela desenhando vagarosamente seu nome… Em que escola vovó Lucinda estudou?

Ela passou a mão em meus cabelos e completou.

_ Preciso voltar para minha dimensão Marluci. Volte você também. Não se afaste de seu corpo. Respeite seu tempo de vida. Não vou sair daqui enquanto você não voltar.

Olhei para meu corpo adormecido, eu estava pálida… minha respiração parecia não existir… fechei os olhos, suspirei fundo… quando abri novamente senti um torpor… o quarto estava escuro e vovó não estava mais ali… Olhei para a cadeira-poltrona vazia ao lado de minha cama… O cheiro de tempero caseiro ainda estava no ar…

_ Obrigada Senhor!!!! Gratidão eterna!!! Sua benção vovó!

Ouvi a resposta.

_ Deus te abençoe!

 
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Publicado por em 29 de novembro de 2019 em MEUS ESCRITOS

 

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Energia vital


Se o céu escurecer
Eu acendo as estrelas
Se a visão turva ficar
E for impossível vê-las
Solto a imaginação
Dilato as pupilas
Reconstruo o meu olhar.

O seio que adorna meu peito
Que serviu de alimento
Para os filhos meus
Não será meu desalento
Não me representa um defeito
Muito menos meu tormento
Será sempre a escultura
Da maternidade, coisa pura
Presente recebido de Deus.

Então olho o sol, a lua, as estrelas
Estou viva eu mereço
O ver, o ouvir, o perceber, o sentir
Que eu aceito, eu recebo, eu agradeço

Vou pra rua de alma nua
Deixo o sol me bronzear
Seres vivos me encantam
Encho o pulmão de ar
Meu corpo não dá abrigo ao mal
Meus sonhos tem muito a sonhar
Não alimento apatia
Não desperdiço meus dias
Sou Energia Vital

 
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Publicado por em 26 de novembro de 2019 em MEUS ESCRITOS

 

TRANSMUTAÇÃO


aliviar-dor-mama-esquerda

 

Nem vi quando você chegou

Não percebi sua presença

Não identifiquei o seu aconchego

Nem me apercebi de sua intenção

Quando escolheu meu peito esquerdo

Pra conquistar meu coração.

 

Não precisava ser tão quieto

Nem ter medo de minha rejeição

Você já chegou me ensinando coisas

Que meus anos de vida, na escola

Que meus anos, na escola da vida

Não tinham me ensinando até então

 

Sem agredir minha sede de sol, lua e estrelas

Você me serviu um coquetel

Pôs no copo de meu íntimo

O doce açúcar da fé.

Fatiou o ensinamento em rodelas de fel

Usou o socador de seu nome

Apertou, espremeu misturou o doce e o azedo

Jogou por cima o gelo do medo

Encharcou tudo com a coragem líquida

Que alagoou  meus olhos assustados

E jogou meu pensamento ao léu.

 

Nem vi…

Não posso precisar o momento

em que tomei o copo da verdade

E bebi tudo de um gole só

 

No inicio tonteei…

Mas de forma estranhamente calma

O torpor foi percorrendo o caminho de minhas veias

Chegou em meu cérebro meio zonzo

E controlou-me as emoções.

Aquietando minha alma.

 

Parei o que estava fazendo

Calei o que estava falando

E olhei pra você com um misto de compaixão e amor.

Tão pequeno e tão solitário

Se fazendo sorrateiro

Feito menino arteiro

Que se alimenta escondido

Para não ser escarnecido

Arrancado, sentenciado, banido…

 

Não! Eu não vou te tratar como bandido

Vou orar por você. Vou cuidar de você

Vou usar o peito que você escolheu se hospedar

E  boas energias te enviar

Como enviei para alimentar meus filhos

E quando você deixar ser um “mal”

E coberto de razão

E estiver pronto para partir

Eu vou pedir a Deus Pai que te perdoe

Porque eu já te dei o meu perdão

 

 

 

 
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Publicado por em 25 de novembro de 2019 em MEUS ESCRITOS

 

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UM DIA DE CADA VEZ


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No dia 30 de outubro resolvi participar da campanha do OUTUBRO ROSA. Devo confessar que sempre fiz meus preventivos com um nó na garganta.

Quando soube que minha amiga Rosa Mavignier estava com a doença chorei acho que uns 3 dias. Senti medo. Não sabia como falar com ela. Postei uma foto no Facebook onde eu colocava um lenço na cabeça e disse: ROSA EU TE AMO. Era só isso que eu conseguia dizer.

Rosa me confortou, me acolheu, me esperançou. Rosa me fortaleceu, me inspirou, me repaginou em relação ao Câncer.

No dia 30 de outubro eu fui fazer o meu preventivo. Fui com o nó na garganta (como sempre), notei uma reação diferente na moça que manuseava o aparelho de mamografia e comentei com minha filha.

Uma semana depois o Hospital de Câncer de Barretos (aqui em Campo Grande) me ligou. Quando do outro lado da linha a moça se identificou eu gelei… Eu precisava fazer um ultrassom…Eu fui.

No mesmo dia o Hospital novamente me chama para uma consulta com oncologista… Tremi… Eu fui…

Dois dias depois eu fazia a biopsia… Suspirei…

Novembro não foi fácil… 19 dias de espera do resultado, nesse mesmo mês, dívidas, a perda de um amigo querido, pessoas que me decepcionaram porque eram amigos só quando precisavam de minha compreensão para com os compromissos que tinham assumido comigo. Minha filha doente, sofrendo, cirurgia, dores, choro, dores (e eu pedindo a Deus que passasse a dor dela para mim), a busca de socorro de uma palavra amiga nas pessoas que eu mais amava e um silencio ensurdecedor do outro lado… As duas barrinhas azuis do WhatsApp mostravam que a mensagem tinha sido recebida, mas o retorno não acontecia…

Dia 19 de novembro, recebi o diagnóstico. TENHO CÂNCER.

O medico me deu a noticia sem me olhar nos olhos. Olhando os papeis ele disse:

_ A senhora vai precisar fazer uma cirurgia, porque tem que tirar esse nódulo de sua mama esquerda.

Falou de cabeça baixa.

Ouvi o suspiro de minha neta que me acompanhava na consulta.

A enfermeira em pé ao meu lado segurava um lenço de papel (provavelmente para me dar, caso eu chorasse). Olhei para o médico.

__ Deu positivo para CA doutor?

Ele levantou a cabeça lentamente e pela primeira vez me olhou nos olhos:

_ Sim, dona Marluci.

Acreditem ou não vocês, eu vi minha amiga Rosa naquele momento. Vi seu sorriso!

_ Doutor, Não fique assim. Vou fazer o que tenho que fazer. Sou espirita. Não tenho medo da morte. Eu entendo a morte. Mas vou lutar para viver. Olha pra mim doutor. (ele olhou) O senhor está bem?

Ele sorriu… Um sorriso amarelo… Sem graça…Sem jeito…

Minha neta me olhava com a respiração trancada no seu olhar.

Olhei para ela e disse:

__ Estou bem filhinha. Vovó não vai morrer de câncer. Vovó vai morrer de raiva. E do coração. Vai ser que nem tia Astrea. Não vou agonizar nem sofrer. Não vou embora agora.

Saímos de lá e fomos para a psicóloga, ao lado da sala do médico.

Um amor de pessoa… Já entrei acalmando-a e dizendo que eu estava bem. Falei o tempo todo sobre a vida, sobre o espiritismo, sobre medos, sobre enfrentamentos… Ela me olhava com os olhos arregalados e só conseguiu me dizer que gostaria que eu voltasse para vê-la porque ela precisava de mim.

No caminho para casa fiquei pensando como falar para meus filhos. Eu sabia que seria um choque para eles; mas eu conheço as almas que eduquei. Conheço os filhos que criei. E pensei:” não vou envenena-los aos poucos. Se um gole ou um copo de veneno tem o mesmo efeito, então vai ser um copo em um único gole”. Falei. De uma vez só, de supetão. Não dei tempo para o susto tomar conta deles. Completei mostrando que “AQUI É CASTRO!!!”, como diria meu velho e amado pai.

Nesses três dias que tenho consciência de que estou convivendo com o câncer resolvi me apresentar a ele. E acho que já o convenci de que não vou trata-lo como inimigo, vou cuidar dele. Vou cura-lo. Vou transmutar a energia ruim que ele carrega em si para que ele se sinta menos invasivo, menos destruidor. Não posso tratar mal quem me ensina alguma coisa… Sou professora, sei o valor do ensinamento.

E posso garantir que o câncer já está me ensinando muita coisa.

Ter câncer não é uma sentença de morte, é só um aviso de que terei dias de tempestade vindo por aí e que terei que me preparar para enfrenta-la.

O que não quero é ser alvo de olhares de compaixão e ter que suportar a ideia que os outros têm de que eu vou morrer e pronto.

Tantas outras doenças graves e silenciosas matam até mais do que o câncer, mas não provocam nas pessoas esta ideia catastrófica… É preciso mudar essa mentalidade nas pessoas.

Uma coisa ele já me ensinou; que pela força do estigma, ele tem o poder de modificar para sempre quem o enfrenta.

Em apenas 3 dias de convivência consciente ele já me ensinou que devo mudar o hábito olhar para o ontem e para o amanhã, me mostrou que minha vida sempre foi e deve continuar sendo uma sucessão de “hojes”.

Didaticamente me remeteu às mágoas do passado e aos medos do futuro e me mostrou que há dias bons e dias ruins – e que ambos passam.

Me ensinou que ao invés de eu perguntar revoltada: PRO QUE EU? POR QUE COMIGO? Eu devo perguntar POR QUE NÃO EU? __ e perguntar de forma tranquila.

Em três dias ele já me curou do pouco de vaidade que eu tinha…rs.

Me mostrou que eu vivendo o hoje, devo usar o dinheiro que tenho para viver o hoje. Então… enlouquecida de vontade de comer sushi, mesmo estando com dinheiro contado para pagar contas e terminar o mês, eu pedi sushi e saboreeeeiiiiiiiiiii cada pedaço com um prazer único e inigualável.

Em três dias de convivência consciente ele me mostrou o quanto eu sou feliz quando canto, e eu que já tinha decidido parar com a música, me vi ligando rádio, cantarolando em capela as musicas que eu mais gostava de cantar quando era uma “cantora da noite”

Em três dias de convivência consciente ele me fez diminuir as postagens em redes sociais sobre um governo desastroso, inescrupuloso e funesto para o país…

Pra que poluir minha leitura, minha escrita, meus dias com a loucura e o desrespeito dos insanos?

Pra que me empenhar em abrir os olhos do cego se ele tem a retina deslocada e transloucada? Deixa isso pra quem tem gás pra queimar… Meu gás agora é para fazer café… (adoro café).

Em apenas três dias de convivência consciente ele trouxe amigos novos, trouxe de volta amigos antigos e me surpreendeu com tanta vibração positiva.

Ele me mostrou que o amor vem de onde menos se espera e que amor as vezes é tão grande e tão forte que nos constrange.

Se você me leu até aqui, peço que respire fundo…Que não sofra por mim, porque eu não estou sofrendo. Estou bem! Estou calma! Estou tranquila! Vou fazer o que tem que ser feito!

E saiba que vou postar sempre minha experiência com ele, minha convivência com ele, minhas brigas com ele e quando ele se for… Vou contar nossa despedida também…

Se eu sou uma influenciadora (como dizem que sou), se as pessoas se espelham em mim (como dizem) então eu tenho que ensinar o caminho que faço, não para derrotar, mas para NÃO SER DERROTADA.

 

Com amor a todos que me leram até aqui.

Marluci Brasil.

 

 
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Publicado por em 22 de novembro de 2019 em MEUS ESCRITOS

 

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QUATRO CAVALOS


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Estava navegando pela internet, buscando ensinamentos… Estou num momento de minha vida em que a reflexão tem se mostrado como um “mantra” em minha mente. Penso…Penso…Penso…  Mas meu “pensar” se mostra diferente. Ele modifica meu ser, meu entendimento, meu sentimento em relação às coisas e em relação às pessoas. Deparei com uma mensagem de Buda em que ele fala que nós temos formas diferentes de lidar com as mudanças que ocorrem em nossas vidas, e compara os seres humanos a quatro cavalos fazendo uma analogia muito interessante.

Ele diz que o PRIMEIRO CAVALO é aquele que corre antes mesmo de o chicote encostar em sua pele. Ele age sem precisar passar por nenhum processo de dor. Em nossas vidas, isso ocorre quando vemos um acidente ou tragédia em algum lugar,  por exemplo: quando ocorreu  a tragédia em Mariana e depois em Brumadinho, você pode não conhecer ninguém por lá; mas lá dentro, faz uma reflexão de que tudo na vida é passageiro e, num instante, tudo pode não ser mais. Você pode ter mil planos e um furacão pode passar — ou maremoto, ou terremoto — e levar tudo. E nada mais ser como era antes.

Já o SEGUNDO CAVALO começa a se mexer assim que o chicote encosta a pele. É quando decidimos mudar de rumo quando ocorre algo a algum conhecido não próximo, pode ser uma personalidade do seu país ou um amigo de alguém distante. Nesse momento, conseguimos até ter uma noção maior do impacto gerado pelo incidente que ocorreu e, pelo menos por um período, mudamos nossos hábitos.

O TERCEIRO CAVALO é aquele que precisa que o chicote bata na carne. É quando algo acontece a alguém próximo à nós. Nossos pais. Nossos avós, algum amigo próximo. É quando a coisa começa a ficar séria. Quando nos damos conta da intermitência da vida, do sopro que ela é. Essa chicotada dói, em lugares que nem sabíamos que era possível doer. Nos transforma. É quando temos a sensação de “passou de raspão”, “poderia ter sido eu”.

O QUARTO CAVALO é aquele que o chicote acerta com tamanha força, que ele sente nos ossos. É quando vamos num médico e ele nos dá uma notícia ruim. Quando diz “você está com uma doença incurável”, ou “você tem apenas 4 meses de vida”. É quando o incidente ou tragédia acontece conosco. E quando recebemos esse diagnóstico temos que reavaliar tudo, porque temos tanta coisa para fazer em tão pouco tempo… tantos sonhos, tantas vontades, tantos planos… e tudo pode desaparecer num piscar de olhos.

E aí eu me perguntei: Qual cavalo tenho sido? Consigo enxergar o milagre que é acordar todos os dias pela manhã, ou preciso que algo me aconteça para perceber essa bênção?Entendi que a maior lição que Buda quis nos ensinar foi a importância da GRATIDÃO. É vivermos todos os dias como se fôssemos o QUARTO CAVALO. É entender e aceitar as intermitências da vida: tudo muda, nada é estável (uma das bases do Budismo _ sou simpática aos ensinamentos budistas). E a maravilha que é isso!

Todo dia pode ser diferente, todo dia uma surpresa! Encarar a existência como uma jornada maravilhosa, repleta de novas sensações e descobertas.

Acordar todos os dias dispostos e gratos. Deixamos muitos dos nossos sonhos para o amanhã, para depois, sem percebermos que o amanhã não existe. É ilusão. Aproveite seu dia hoje. Agora. Seja feliz agora. Faça alguém feliz agora. A vida é linda e divina assim como é hoje.

 

 
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Publicado por em 5 de novembro de 2019 em MEUS ESCRITOS

 

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