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Arquivo da categoria: TEXTOS QUE EU GOSTARIA TER ESCRITO

AQUI ESTÃO VERDADEIRAS PÉROLAS.
SE ALGUMA ESTIVER SEM O AUTOR E VOCÊ CONHECER, POR FAVOR, INFORME.

Aprendi A Não Bater De Frente Com Quem Só Entende O Que Lhe Convém

Aprendi A Não Bater De Frente Com Quem Só Entende O Que Lhe Convém

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Uma das coisas mais desagradáveis que ocorrem é sermos mal entendidos, quando o outro deturpa nossas palavras ou nossas atitudes, descontextualizando-as e utilizando-as em proveito próprio, enquanto nos coloca como o vilão da história. A gente acaba até ficando sem saber se nós é que não soubemos nos colocar ou se o outro é que não sabe interpretar um texto.

Infelizmente, quanto mais tentarmos provar o nosso ponto de vista, quanto mais nos explicarmos, pior ficaremos, porque quem não entende da primeira vez raramente compreenderá dali em diante.

Quem se faz de bobo e de vítima jamais será capaz de assumir seus erros, de se responsabilizar por seus atos, de se colocar no lugar de alguém. Tentar fazê-los enxergar além de seu umbigo é inútil.

Na verdade, teremos que sempre ser verdadeiros e claros, com todo mundo, pois, assim, quem nos conhece de fato e gosta de nós não se abalará com as maledicências que alguém tentar espalhar sobre nossa pessoa.

Temos que ter a tranquilidade de que vivemos de acordo com o que somos, sem dissimulações e meias verdades, para que a mentira alheia não nos atinja nunca, tampouco possa ser levada em conta por quem nos é importante.

Eu costumava bater de frente, quando entendiam errado o que eu dizia, quando maldiziam minhas atitudes. Hoje, não perco mais tempo tentando provar nada a ninguém, de jeito nenhum. O meu tempo é por demais precioso e resolvi aproveitá-lo fazendo o que eu gosto, junto com quem me faz bem.

Hoje, tenho a certeza de que muitas pessoas só entenderão aquilo que quiserem e da maneira que melhor lhes convier.

Não importa o que eu diga ou o que eu faça, muitas pessoas somente interpretarão minha vida de acordo com o nível de percepção delas mesmas, para que possam se justificar através dos erros que transferem ao mundo – segundo elas mesmas, elas nunca erram. Não tenho muito tempo livre, portanto, não gastarei mais energia com quem não merece. Vivamos!

OBS ______________________ Texto de Marcelo Camargo (Graduado em Letras e Mestre em “História, Filosofia e Educação” pela Unicamp/SP, atua como Supervisor de Ensino e como Professor Universitário e de Educação Básica. É apaixonado por leituras, filmes, músicas, chocolate e pela família.)

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Mas ela é Puta!


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A internet é um mundo que volta-e-meia me proporciona as mais diferentes emoções.

Amo, odeio, me cansa, me estimula…

Hoje deparei com este texto:

“ELA ACORDA AS 6 DA MANHA PRA TRABALHAR, ELE TAMBEM… MAS ELA É PUTA!

ELA MORA SOZINHA COM AS AMIGAS, ELE TAMBEM MORA COM OS AMIGOS… MAS ELA É PUTA!

ELA SAI FIM DE SEMANA COM A GALERA, BEBE, DANÇA, ELE TAMBEM… MAS ELA E PUTA!

ELA TRABALHA E ESTUDA, ELE TAMBEM… MAS ELA É PUTA!

ELA CONHECEU UM CARA BACANA, FICOU COM ELE E FOI PRA CAMA, ELE FAZ ISSO TODA VEZ… MAS ELA É PUTA!

ELA TEM AMIGOS DO SEXO OPOSTO, ELE TAMBEM… MAS ELA É PUTA!

ELA SEMPRE CHEGA SORRINDO, É SIMPATICA CUMPRIMENTA TODO MUNDO, ELE TAMBEM… MAS ELA É PUTA!

ELA FAZ EXATAMENTE AS MESMAS COISAS QUE ELE FAZ… MAS ELA… VOCE SABE, É PUTA!

SE SER INDEPENDENTES É SER PUTA, QUE SEJAMOS TODAS!”*

(Desconheço o autor)

 

QUANTOS ANOS EU TENHO?


 

 

“Quantos anos tenho?

Que importa isso!

Tenho a idade que quero e sinto!

A idade em que posso gritar,

Sem medo aquilo que penso.

Fazer o que desejo, sem medo do fracasso

Pois tenho a experiência dos anos vividos,

E a força, e a convicção de meus desejos.

 

Que importa quantos anos tenho!

Não quero pensar nisso!

Pois uns dizem que já sou velha

Enquanto outros “que estou no apogeu”.

Porém não é a idade que tenho,

Nem o que as  pessoas dizem,

senão o que meu coração sente,

e o meu cérebro me dita…


Tenho os anos necessários para gritar, o que penso
fazer o que quero, reconhecer erros velhos
ratificar caminhos e somar êxitos
Tenho a idade em que as coisas se olham com mais calma
porem com o interesse de seguir crescendo.
Tenho os anos em que os sonhos
se começam, a acariciar com os dedos,
e as ilusões se convertem em esperança.
Tenho os anos em que o amor,
às vezes é uma louca labareda,
ansiosa de consumir-se no fogo,
de uma paixão desejada.
E outras vezes,

num remanso de paz,

como o entardecer na praia..


Quantos anos eu tenho?
Não necessito marcá-los com um número,
pois os meus desejos alcançados,
as lágrimas que pelo caminho derramei,
valem muito mais que isso.


Que importa, se tenho, cinquenta, sessenta, ou mais?!

O que importa é a idade que sinto!
Tenho os anos que necessito para viver livre,
pois levo comigo,
a experiência adquirida,

e a força dos meus desejos

 

Quantos anos eu tenho???
Isso a quem lhe importa?
Tenho os anos suficientes, para perder o medo,
e fazer, o que quero e sinto
Que importa quantos anos tenho, ou quantos espero,
se com os anos que tenho
aprendi a querer o necessário,

e a agarrar apenas o bom da vida!!!”


( texto de José Saramago)

 

 

RECEITA PARA LAVAR PALAVRA SUJA


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Mergulhar a palavra suja em água sanitária.
depois de dois dias de molho, quarar ao sol do meio dia.
Algumas palavras quando alvejadas ao sol
adquirem consistência de certeza. Por exemplo a palavra vida.

Existem outras, e a palavra amor é uma delas,
que são muito encardidas pelo uso, o que recomenda esfregar e bater insistentemente na pedra, depois enxaguar em água corrente.

São poucas as que resistem a esses cuidados, mas existem aquelas.
Dizem que limão e sal tira sujeira difícil, mas nada.
Toda tentativa de lavar a piedade foi sempre em vão.

Agora nunca vi palavra tão suja como perda.
Perda e morte na medida em que são alvejadas
soltam um líquido corrosivo, que atende pelo nome de amargura,que é capaz de esvaziar o vigor da língua.

O aconselhado nesse caso é mantê-las sempre de molho
em um amaciante de boa qualidade. Agora, se o que você quer é somente aliviar as palavras do uso diário, pode usar simplesmente sabão em pó e máquina de lavar.

O perigo neste caso é misturar palavras que mancham
no contato umas com as outras.
Culpa, por exemplo, a culpa mancha tudo que encontra e deve ser sempre alvejada sozinha.

Outra mistura pouco aconselhada é amizade e desejo, já que desejo, sendo uma palavra intensa, quase agressiva, pode, o que não é inevitável, esgarçar a força delicada da palavra amizade.

Já a palavra força cai bem em qualquer mistura.
Outro cuidado importante é não lavar demais as palavras
sob o risco de perderem o sentido.

A sujeirinha cotidiana, quando não é excessiva,
produz uma oleosidade que dá vigor aos sons.

Muito importante na arte de lavar palavras
é saber reconhecer uma palavra limpa.

Conviva com a palavra durante alguns dias.
Deixe que se misture em seus gestos, que passeie
pela expressão dos seus sentidos. À noite, permita que se deite, não a seu lado mas sobre seu corpo.

Enquanto você dorme, a palavra, plantada em sua carne,
prolifera em toda sua possibilidade.

Se puder suportar essa convivência até não mais
perceber a presença dela, então você tem uma palavra limpa.

Uma palavra LIMPA é uma palavra possível.

(AUTORIA DE VIVIANE MOSÉ)

 

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Marcas de batom no espelho


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Numa escola de elite em SP estava ocorrendo uma situação inusitada: meninas que usavam batom, todos os dias beijavam o espelho para remover o excesso de batom. O diretor andava bastante aborrecido, porque o zelador tinha um trabalho enorme para limpar o espelho ao final do dia. Mas, como sempre, na tarde seguinte, lá estavam as mesmas marcas de batom…
Um dia o diretor juntou o bando de meninas no banheiro e explicou pacientemente que era muito complicado limpar o espelho com todas aquelas marcas que elas faziam. Fez uma palestra de uma hora. No dia seguinte as marcas de batom no banheiro reapareceram…
No outro dia, o diretor juntou o bando de meninas e o zelador no banheiro, e pediu ao zelador para demonstrar a dificuldade do trabalho. O zelador imediatamente pegou um pano, molhou no vaso sanitário e passou no espelho. Nunca mais apareceram marcas no espelho!

Moral da história: Há professores e há educadores…

Comunicar é sempre um desafio!
Às vezes, precisamos usar métodos diferentes para alcançar certos resultados.

Por quê?

-> Porque a bondade que nunca repreende não é bondade: é passividade.

-> Porque a paciência que nunca se esgota não é paciência: é subserviência.

-> Porque a serenidade que nunca se desmancha não é serenidade: é indiferença.

-> Porque a tolerância que nunca replica não é tolerância: é imbecilidade.

“O saber a gente aprende com os livros, a sabedoria se aprende com a vida”

(Desconheço a autoria)

 

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Quando um avião cai


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Quando um avião cai a gente cai junto. Um avião transporta mais do que vidas, transporta sonhos. É o pai que está indo reencontrar os filhos, é a mãe que está indo buscar o sustento de sua família, são pilotos que planejam estar em casa ao jantar e a aeromoça que leva na bagagem o perfume favorito do namorado.

Quando cai um avião a gente cai junto, pois quantos de nós viram os sonhos começar dentro de um avião. A viagem tão esperada, a assinatura de um contrato, o encontro com alguém que tanto sonhamos estar junto.

Aviões partem rumo a sonhos, e era isso que cabia também neste trágico voo que quase chegou a seu destino. Jogadores que representavam o sonho do menino que quer ser jogador, jogadores que representavam seus familiares, seus torcedores.

Quando um avião cai todos nós caímos juntos. Morrem sonhos, morrem encontros que não vão mais ocorrer, morrem saudades que não vão ser vencidas e que dali por diante vão apenas crescer e se tornar um buraco junto a quem nunca chegou.

Quando um avião cai a dor é compartilhada, pois todos nós somos torcedores, torcemos para quem amamos, torcemos para logo poder dar o abraço, torcemos, pois ninguém sonha sozinho.

Hoje esse humilde time de Santa Catarina tem a maior torcida do mundo, pois quando sonhos despencam do céu a solidariedade é a única camisa que todos vestem, pois essa é a única camisa que nesse momento nos conforta.

Jamais será só um jogo.

( texto de George Dominiki)

 

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” A mais lamentavel de todas as PERDAS é a PERDA DE TEMPO”


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Precisamos parar de tentar agradar aos ingratos, de servir gente folgada, de nutrir amizades duvidosas, para que possamos percorrer somente os encontros verdadeiros.

Passamos muito tempo fazendo a coisa certa para as pessoas erradas, sofrendo as consequências das péssimas escolhas pelo caminho, sofrendo à toa por coisas inúteis e gente sem conteúdo, alimentando vãs esperanças em relação ao que não tem a menor chance de vir a acontecer. Perdemos muito tempo investindo no vazio, esperando retorno do que não volta, aguardando sorrisos de quem nem nos olha direito. É preciso focar no que é real, pois, mesmo que não haja muito de verdadeiro nesses terrenos, esse pouco bastará.

Precisamos parar de tentar agradar aos ingratos, às pessoas descontentes e incapazes de receber algo de fora. Existem indivíduos que se encontram por demais fechados ao acolhimento do que não se encontra dentro deles, do que não faz parte daquele mundinho em que eles se fecham, presos a crenças e sentimentos que não mudam, não são repensados, não saem do lugar. Tentar alcançá-los é inútil.

É necessário evitar a servidão aos folgados, aos aproveitadores, a quem não sai do lugar por si só, a quem foge a qualquer tipo de responsabilidade, pois sabe que alguém sempre fará por ele. Temos que ter clareza quanto ao que realmente devemos e poderemos tomar para nós, ou acumularemos cargas de bagagens que não são, nem de longe, relacionadas às nossas vidas. Muita gente precisa de ajuda, sim, mas muitos precisam é de vergonha na cara.

Não podemos nutrir amizades duvidosas, com pessoas que não expressam a menor necessidade de nós, como se tanto nossa presença quanto nossa ausência fossem a mesma coisa, algo sem importância, invisível, dispensável. Nem todos de quem gostamos irão gostar de nós, o retorno da estima e da afeição nunca é uma certeza, portanto, há necessidade de que adentremos exclusivamente os encontros verdadeiros.

Não é fácil nem tranquilo conseguirmos acertar quanto ao que poderemos regar com a certeza de retorno e reciprocidade, uma vez que as pessoas, os acontecimentos, a vida, tudo é imprevisível. Embora muito do que acontecerá em nossas vidas não possa ser controlado, mantermos sob controle nossas verdades e a certeza de que merecemos ser felizes nos tornará mais fortes diante dos tombos, sem que desistamos de nossos sonhos.

(Texto de MARCEL CAMARGO)

 

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