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Livro: Fauna e Flora

DEVO ALERTAR QUE O PRESENTE LIVRO ENCONTRA-SE REGISTRADO NA BIBLIOTECA NACIONAL.  PASSIVEL DAS SANÇÕES CONTRA PLÁGIO OU CÓPIA NÃO AUTORIZADA PELA AUTORA MARLUCI BRASIL DE CASTRO

COMO SEMPRE, EM NOSSO PAÍS O LIVRO SEM PATROCÍNIO PARA A SUA PUBLICAÇÃO ESTAVA DEIXANDO DE CUMPRIR SUA FUNÇÃO. 

 DECIDI PULICAR OS TEXTOS NELE CONTIDOS. FICAM DE FORA ( infelizmente) AS ILUSTRAÇÕES.

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F A U N A e FLORA

Poemas e Crônicas  de   Marluci Brasil de Castro  

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Registrado na Biblioteca Nacional 

registro nº 66.557

protocolo nº 4586/90

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                                                DEDICATÓRIA:

                        Para Hena Iara, Maria Luiza e Julia (minhas netas).

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AGRADECIMENTOS

  • Ao Pantanal, fonte eterna de minha inspiração;
  • Aos meus filhos Luiz Felipe, Leatrice e Eduardo Alberto, pela paciência diante do tempo de nossa convivência subtraído na urgência do ato de escrever;
  • Ao meu saudoso pai, Alberto Aurélio de Castro, pelo incentivo demonstrado a cada linha que eu escrevia;
  • À minha saudosa mãe, Hena Brasil de Castro, por ter colaborado com o meu DNA, tatuando em mim o amor pelas letras:
  • À minha saudosa Mestra Magali de Souza Baruki, por ter acreditado em meus versos;
  • À Ana Cristina (Tininha), a minha irmã de alma pela força que sempre me deu;
  • À Izulina Gomes Xavier, pelas demonstrações de euforia diante de cada trabalho meu;

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APRESENTAÇÃO

 Eis aqui um outro lado dessa NOVA MULHER, Marluci Brasil de Castro, que ao se dizer : “mãe, companheira, cúmplice e …MULHER”, esqueceu-se de apresentar nesse rol, o adjetivo que a caracteriza nesses aspectos que ela enumerou: poeta! Esse ser inspirado que reconstroi a figura “mística” da mãe na mulher que não apenas sofre e se resigna com a dor (como sempre quiseram que ela fosse…) como também pensa, reage, atua, e vive sem falsos pudores a sua sexualidade, a sua magia…O poeta que reconfigura a imagem de amiga e companheira na cumplicidade dos pensamentos opostos onde se misturam os da “Gata Borralheira”com os da “Madrasta”malvada, mostrando que os opostos só existem de per si na medida em que sobrepujam em sua atuação. Demonstrando que as coisas ou suas características são apenas aparentemente antagônicas, porque convivem na essência do ser fazendo deste um repositório de amálgama de concepções heterogêneas que acabam por se superar na síntese da homogeneidade com o ser que revela ao mundo a sua cosmo e antropovisão.

 O pantanal mato-grossense, retratado na sua fauna, num diálogo sempre emergente entre esta e o homem, é a temática deste livro. Temas cujas poesias reorganizam, através da verve poética dessa NOVA MULHER , o que já se disse da capivara, da arara azul, do tatu canastra, do veado campeiro e de tantos outros animais que ainda vivem em nossa região, apesar do homem,convivendo com a enchente, com a seca, aprendendo a desviar-se de armadilhas ou dos tiros projetados por espingardas que se apoiam nos ombros dos vândalos ou dos gananciosos.

 Numa linguagem simples que pretende fazer entender sobretudo pelo universo lingüístico da criança. Marluci dá o seu recado. A mensagem da NOVA MULHER, que não abrindo mão de suas demais possibilidades de ser, posiciona-se politicamente, de maneira singela e coloquial, contra o desrespeito daqueles que depredando o ecosistema pantaneiro, negam ao homem o seu primeiro e enalienável direito: respirar para poder existir e aprender a viver.

 Neste segundo livro, como no primeiro, Marluci mostra coerência que deve envolver os caminhos dessa NOVA MULHER. Mostra que: sensibilidade, política, sonho, educação, sexualidade, fazem parte do ser que ama outro ser, inúmeros seres, a natureza, o mundo, a criação. Partes que não podem ser mutiladas porque mutilam o próprio ser.

 Realmente os versos de Marluci são assim mesmo como ela os definiu, se definindo:

  “Meus versos são mais do que palavras inúteis

mais do que rimas fúteis

mais do que choro sem dor.

Meus versos são canções ao vento

são alegria e lamento

são respingos de amor”

 Que Deus me dê vida para ver, ouvir e sentir outros tantos pensamentos de outras tantas NOVAS MULHERES, que à semelhança das antigas véstias não deixarão que as luzes deste século se apaguem porque já estão mantendo acesas as luzes do ano dois mil…

                                       Magali de Souza Baruki

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NOTA DA AUTORA

Numa noite dessas, eu tive um sonho… um sonho que no início me pareceu muito bom. Andava pelas campinas, molhava meus pés nos riachos, córregos desviavam o meu caminho…

O céu era imensamente azul e a morraria disputava com igarapés, salinas e camalotes, maior grandeza… maior beleza…

Eu transbordava emoção. Foi quando, por um momento senti falta de alguma coisa… Além do balanço das árvores, dos capins altos, das ondas do rio e das baías… Faltava vida!…

Eu… único ser andante ou arrastante (sei lá)…estava só. Só eu e a flora… E conversamos sobre…

Junte-se à nós.

Marluci.

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ARANQUÃ

Amante do sol,

do alvorecer, da manhã.

Canta feliz, exitado,

o pássaro ARANQUÃ.

Acorda tatus e cutias,

jaburus, tamanduá-bandeira,

levanta a grama, a esteira

anunciando um novo dia.

Quando o astro-rei, brilha nos céus,

sai o ARANQUÃ ao léu

buscando em águas rasas

na pouca sombra dos mamoeiros

a sua sustentação.

Bica aqui, bica ali,

ora sem rumo…ora com precisão…

e entre gritos e suspiros

nem percebe que um tiro

tira-lhe a melodia da vós.

Mas cá, entre nós, pantaneiros,

Sabemos … queremos ter certeza

que quando o céu se tingir de vermelho,

mostrando a imensa beleza

do morno entardecer,

outro canto ouviremos

igual ao sonho matinal…

E sentados em tocos de saudades,

sugando o chimarrão da esperança,

acenaremos ao astro-rei

e ao menestrel do Pantanal.

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BANDEIRA

De repente… entre o capão e o campo aberto

surge algo que decerto, nada igual no mundo há.

Peludo e frio, vive de formigas e cupins

passa calmo pela bitola…parece tudo ignorar.

Há quem diga que é pré-histórico

Há quem diga que não o é…

Não teme o homem, é amigo,

mas se alguém dele se aproxima, com o clima de perigo…

Levanta hospitaleiro, defende o pantaneiro,

abraça, o TAMANDUÁ.

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Uma resposta para “Livro: Fauna e Flora

  1. Gorette

    18 de julho de 2012 at 7:23

    Minha sempre amiga mais que virtual, cada vez mais escrevendo coisas lindas que enchem nossos olhos e corações. Beijo grande pra você. SUCESSO amiga!

     

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