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Arquivo da tag: DESABAFO

Quando o grito na garganta por motivos diferentes muda de direção, sai pelos pêlos e escreve o seu som de sua dor e indignação.

Sentimento oco…


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O que posso dizer a mim mesma quando vejo uma foto que deveria despertar um turbilhão de emoções em meu peito e ela me parece apenas o retrato  de algo que vi em algum lugar, mas que não sei onde, nem quando ?

O que fazer quando olho o passado e não me vejo ligado a ele?

O que fazer quando percebo que atravessei uma ponte que une dois pontos distantes de uma cordilheira com montanhas imensas, com verdadeiros abismos separando os cumes, ouvi o barulho da ponte ruindo e nem olhei para trás para ver se a ponte caiu mesmo… Apenas caminhei para a frente com o coração aos pulos, sentindo o vento nos cabelos, acariciando a pele do rosto, com o olhar fixo no horizonte e um sorriso solto nos lábios ?

O que fazer quando ouço, vejo , leio verdadeiras declarações de amor eterno por algo que eu também devería sentir e me sinto mal ,exatamente por não sentir o que devería sentir?

Pergunto-me onde, quando foi que meu coração congelou e minha alma se desprendeu…

 

 
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Publicado por em 6 de janeiro de 2017 em MEUS ESCRITOS

 

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Conflito de gerações


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Houve um tempo em que o CONFLITO DE GERAÇÕES  era provocado por gozo de liberdade, por rebeldia, por visão do mundo, pelas tradições, pelas religiões, pelo grau de intrusão, pela tecnologia. Hoje é gerado pela OPORTUNIDADE DE EMPREGO.

Houve um tempo em que eu acreditava que o FATOR GERADOR DOS CONFLITOS eram a adrenalina e a audácia do jovem que não suportava a experiência de vida dos idosos. Hoje eu sei que não o é. O fator gerador é a POLÍTICA.

Estamos vivendo num país onde a CONFUSÃO é o fator gerador das ações políticas.

Sabemos que a violência tem como fatores geradores de sua existência não apenas a índole do meliante, também pesam na balança o grau de instrução, a fome, o desemprego, a impunidade e o ambiente familiar.

Podem dizer que só penso em dinheiro, mas não é com ele que pago o que vou comer? Não é com ele que pago onde vou dormir? Não é com ele que pago a recuperação da saúde quando preciso de ajuda? E não estou falando de DIREITOS , estou falando de independência.

Se o governo finge que dá o que comer, saúde e habitação e se o brasileiro aceita é chamado de “mamador de tetas do governo”. Se sai à procura de emprego para ter tudo isso, volta pro seu canto desolado. Procurar ONDE? NÃO TEM EMPREGO!!! O emprego que o jovem TERIA direito depois de anos dedicados aos estudos ESTÁ SENDO OCUPADO POR IDOSOS. Assim sendo, o jovem pensa: ENTÃO PRA QUE ESTUDAR? SE DEPOIS DE FORMADO EM UMA PROFISSÃO NÃO TEREI ESPAÇO PARA APLICAR O QUE ESTUDEI? ( aí o efeito colateral atinge a educação). O que terá o jovem que fazer para viver? (alimentar, morar, dormir)? Ele vê DUAS OPÇÕES à sua frente e opta por uma delas… (e aí o efeito colateral atinge a segurança ou a habitação).

Enquanto isso a vista curta, a respiração mais difícil, a memória esquecida, a falta de agilidade nas articulações vão tornando o trabalho mais moroso (e aí o efeito colateral atinge a estrutura do sistema social).

O que fazer? Como agir? Seria a interrupção do ciclo, seria a subtração da vida a solução para o momento crucial que a Previdência Social  vive?  Não seria mais fácil repensar a valoração, a regalia, os “direitos” do politico atuante e o “aposentado pela política”?

Se formos fazer as contas, o que se gasta com político neste país, daria para tapar o ROMBO da PREVIDÊNCIA SOCIAL e ainda sobraria algum…

Eu já estou aposentada…

Comigo ninguém mexe! Mas não posso deixar de pensar nesse assunto quando vejo um jovem passar uniformizado por mim , indo em direção à escola ou me atendendo nos “balcões” da vida.

Olho minhas netas … E choro!!!

 
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Publicado por em 7 de dezembro de 2016 em MEUS ESCRITOS

 

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Galo Português


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Quem me conhece “realmente” sabe que “minha alma é europeia”.

Quem me conhece “realmente” sabe da importância de minha avó Lucinda em minha vida. Muito mais do que vovô Castro. E o estranho é que as pessoas acham que pelo fato de eu gostar das letras e me saia razoavelmente bem em poemas e discursos, essa é uma herança de meu avô. Mas eu afirmo: Não é não! É influencia de minha avó Lucinda. Foi o silencio dela que me ensinou a falar e a escrever. A pensar e a enfrentar os problemas. A perceber as mensagens e a decifra-las…

Vovó Lucinda me ensinou tudo o que sei. Não foi minha mãe, nem meu pai, nem meu avô. Foi ela. Foi minha avó.

Não estou com isso dizendo que eles não me ensinaram nada. Aprendi muito com eles, mas aprendi muito mais com ela.

Vovó me deixou de herança três coisas materiais que eu prezo muito: O seu MENINO JESUS DE PRAGA (para quem ela dobrava os joelhos, diariamente em uma novena que não terminava nunca), o seu sininho de prata que acho que perdi em minha mudança e eu procuro como louca até hoje em minha casa, e as suas taças de cristal.

Hoje descobri que ela me deixou mais uma herança, que estava guardada na minha memória esquecida…

Sempre falei que amo Portugal, que minha alma é europeia, e pra todos que eu sei que vão para aquela terra eu peço que me tragam algo que tenha o GALO PORTUGUES.

Hoje, meu filho amado Felipe de Castro, me visitou pela manhã e me trouxe um pano de pratos com o Galo Português, como lembrança da terra de minha alma. Que emoção olhar aquele galo, fiquei emocionada, arrepiada… Mas quando ele me entregou a segunda lembrança, meu coração derreteu, meus olhos vasaram, transbordaram… Ele me trouxe o GALO PORTUGUES.

A minha memória esquecida deu um salto e tremulou toda em minha lembrança…

Eu era menina. A geladeira verde escura de vovó Lucinda tinha um Galo português que mudava de cor conforme o tempo. Aquilo me encantava. Mas aquele galo era quardado por 3 pinguins (cada um de um tamanho). Vovó morria de ciúmes daquele galo, era um presente de seu pai Gonçalo Cristovam para ela quando ela era adolescente na ultima viagem que ele fez ao seu país de origem (meu bisavô foi o primeiro consul Português no Brasil sempre ouvi essa história desde criança).

Um dia eu peguei o banquinho e subi nele ( eu tinha uns 8 ou 9 anos de idade). Numa das minhas fugas de casa (fugi umas 10 vezes de casa , levando só calcinhas e minhas bonecas… e fugia sempre para a casa de vovó). Subi e tentei pegar o galo, eu queria descobrir como ele fazia para mudar de cor… Na peraltice de infância, o banquinho virou e eu derrubei Heitor(um dos pinguins  Cesar e Ludovico  os outros dois se salvaram) e junto com Heitor o Galo veio ao chão. Eu quebrei Heitor em três partes e o galo de vovó perdeu o bico e uma das perninhas.

Vi o desespero de vovó…. Ela não olhou para Heitor aos cacos pelo chão … Ela pegou o seu galinho na mão como quem pega um beija-flor assustado …. com carinho… com tanto carinho… com tanta dó …. com os olhos marejados … ela só conseguiu dizer… ôoooooooooo meu Menino Jesus de Praga!!!!!

Meu Deus !!!!! Que remorso!!!! Que sentimento de culpa!!!! Foi a única vez que vi minha avó chorando… A única!!!

Eu tinha apagado essa lembrança de minha vida… e hoje eu a tive de volta… Descobri porque eu queria tanto ter um galo Português. Mas eu queria dar pra ela de volta e pedir perdão.

Coloquei-o (o galo) no altar que tenho em meu quarto ao lado do MENINO JESUS DE PRAGA e ouvi meu coração dizendo.

— Toma vó! Meu filho comprou outro pra você! Não chora não vó, eu não fiz por querer!…

 

 

 

 

 
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Publicado por em 5 de dezembro de 2016 em MEUS ESCRITOS

 

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Ah!!! Os segredos…


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Hoje resolvi fazer faxina em meu computador.

Jogar na lixeira arquivos repetidos, anotações e registros que não me servem mais.

Entrei na minha pasta IMPORTANTE GUARDAR.  Encontrei  uma outra pasta com um ícone em forma de chave na tecla ENTER.

Ah!!! Os Segredos!!! Passei praticamente a manhã toda buscando  onde estaria a anotação da senha daquela pasta…

Encontrei!

Digitei!

Acessei!!!

Ah!! Os segredos!!!!!! Segredos são regiões de solidão!!!! Existem, mas existem só para si. Maltratam a quem os acolhe! Censuram sua própria existência.

Passeando meu olhar entre eles, revi situações de desabafos, auxílios, mentiras, confissões… Revi olhos que já choram diante dos meus olhos… Ouvi vozes que embargadas pelo medo ou estridentes pelo descontrole emocional deixaram as ações em minhas mãos dependentes de meu intelecto… Vozes que dDe uma forma ou de outra me envolveram na trama… Revi fotos comprometedoras… Penso!!! Será que sabem que eu ainda tenho a chave? Que por mais que o cadeado esteja enferrujado ( consequência de ter sido deixado ao relento, ao descaso, sob chuva e sol, sol e chuva) a chave que guardei ainda é capaz de abri-lo?

Ah!!! Os segredos!!!

Melhor trocar o miolo da fechadura!

Melhor colocar outra chave!  Seria melhor não guardar a nova chave e confiar na minha já pouca memoria (consequência de meus anos vividos)?

 

( texto de Marluci Brasil )

 
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Publicado por em 1 de dezembro de 2016 em MEUS ESCRITOS

 

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Tudo o que eu quis ser…


 

 

A verdade é que eu me basto desde o momento em que percebi que eu não precisava pensar para falar porque o meu falar sempre refletiu o meu pensar (nunca falei pelo pensar dos outros).
Eu sempre quis ser capaz de perdoar, talvez por isso nunca tenha tido pudores para pedir perdão.
Eu sempre quis ser alguém que se preocupava com os outros, mesmo quando os outros não se preocupavam comigo.
Eu sempre quis ser o tipo de pessoa que “fala tudo na cara” tanto do outro como na minha própria cara refletida no espelho.
Eu sempre quis ser o tipo de pessoa que só desiste de algo quando percebe que é apostar na derrota quando se tenta algo que é nítido que não vai dar certo.
Eu sempre quis ser o tipo de pessoa que sempre procurava enxergar o melhor em cada outra pessoa e a gloria da conquista em cada sentimento de perda.
Eu sempre quis ser uma amiga verdadeira, talvez por isso tenha tido poucos amigos e tenha sido amiga de tantos…
Eu quis e ainda quero ser alguém que aprende com os próprios erros, talvez por isso eu seja muitas vezes inconsequente na visão da consequência da aprendizagem…
Eu sempre quis ser o tipo de pessoa que nunca precisou de um cara para ser feliz, porque eu sei cantar, dançar, rir e chorar sozinha…
Talvez por isso eu tenha me tornado mulher na minha meninice e me transformado em menina na minha maturidade.

 
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Publicado por em 16 de abril de 2016 em MEUS ESCRITOS

 

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ACORDA BRASIL!!!!!


 
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Publicado por em 15 de novembro de 2015 em MEUS VIDEOS

 

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Estou indo embora…


Houve um tempo em que quis muito pegar a estrada, sair do lugar onde eu estava, respirar novos ares, pisar novo chão, reconhecer novos rostos cruzando por mim nas ruas, que seriam outras…
Quis tanto, tanto, tanto… E GRAÇAS A DEUS consegui o que queria…
Na verdade, não tenho do que me queixar. Eu sempre consegui tudo o que eu quis. Posso não ter conseguido o que quis pelo tempo que quis, mas em toda minha vida experimentei o sabor de ter aquilo que quis ter, de ser aquilo que quis ser.
De uns dias para cá venho tendo insônia … quase não durmo…
Acesso a internet e me pego buscando fotos de cidades desconhecidas, estradas a perder de vista, malas …
O interessante é que são malas vazias… como se eu estivesse deixando tudo para traz, como se estivesse mudando de ares, com a roupa do corpo… ou da alma… sei lá…
Sinto-me indo embora sem saber para onde… E me vejo querendo ir embora….
Ah! Essa alma inquieta…

 
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Publicado por em 29 de outubro de 2015 em MEUS ESCRITOS

 

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