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Arquivo da tag: POEMAS

Quando a poesia traduz o que min´alma sente…

Meus versos


 
Meus versos são mais do que palavras inúteis
mais do que rimas fúteis,
mais do que choro sem dor.
Meus versos são canções ao vento
são alegria e lamento,
são respingos de amor.
 
Meus versos são mais do que palavras perdidas
mais do que experiências vividas
mais do que submissão.
Meus versos são clarões noturnos
são compêndios diurnos
são bater de coração.
 
Meus versos são mais do que palavras rebuscadas,
mais do que arte inacabada,
mais do que a arte do sofrer.
Meus versos são fontes de vida,
bálsamos de minhas feridas,
sem eles… posso morrer.
 
(poema de autoria de Marluci Brasil __ respeite os direitos autorais)
 
OBS um grande abraço a todos os meus amigos poetas e poetisas. __ Dia 14 de março: DIA DA POESIA.
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Publicado por em 14 de março de 2017 em MEUS ESCRITOS

 

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INFANTE


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Totalmente incapaz!

Incapacitada de chorar,

de odiar, de desfazer,

de refazer, de ressentir…

Entreguei meu coração às plumas,

esqueci minha alma entre as brumas e sublimei

 

Aportei meus pensamentos na esperança

“Alzaimeei” minha memoria até ficar criança.

E as brincadeiras de ponecas,

os passeios nos jardins,

o riso solto e fácil com palhaços nos circos,

voltam a ser minha expressão de viver,.

Porque hoje

totalmente incapacitada

só assim consigo ser.

 

 
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Publicado por em 18 de fevereiro de 2017 em MEUS ESCRITOS

 

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Intrínseca


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Fique calada.

Não fale nada.

Não veja nada.

Não sinta nada.

Sua palavra é contradita

Antes de pronunciada.

Portas que batem

Distorções na face aborrecida

Fique calada!

Não veja nada.

Não fale nada.

Não sinta nada.

Fique em branco e preto na foto colorida…

Congelada.

Fique calada!

 
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Publicado por em 22 de janeiro de 2017 em MEUS ESCRITOS

 

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RECEITA PARA LAVAR PALAVRA SUJA


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Mergulhar a palavra suja em água sanitária.
depois de dois dias de molho, quarar ao sol do meio dia.
Algumas palavras quando alvejadas ao sol
adquirem consistência de certeza. Por exemplo a palavra vida.

Existem outras, e a palavra amor é uma delas,
que são muito encardidas pelo uso, o que recomenda esfregar e bater insistentemente na pedra, depois enxaguar em água corrente.

São poucas as que resistem a esses cuidados, mas existem aquelas.
Dizem que limão e sal tira sujeira difícil, mas nada.
Toda tentativa de lavar a piedade foi sempre em vão.

Agora nunca vi palavra tão suja como perda.
Perda e morte na medida em que são alvejadas
soltam um líquido corrosivo, que atende pelo nome de amargura,que é capaz de esvaziar o vigor da língua.

O aconselhado nesse caso é mantê-las sempre de molho
em um amaciante de boa qualidade. Agora, se o que você quer é somente aliviar as palavras do uso diário, pode usar simplesmente sabão em pó e máquina de lavar.

O perigo neste caso é misturar palavras que mancham
no contato umas com as outras.
Culpa, por exemplo, a culpa mancha tudo que encontra e deve ser sempre alvejada sozinha.

Outra mistura pouco aconselhada é amizade e desejo, já que desejo, sendo uma palavra intensa, quase agressiva, pode, o que não é inevitável, esgarçar a força delicada da palavra amizade.

Já a palavra força cai bem em qualquer mistura.
Outro cuidado importante é não lavar demais as palavras
sob o risco de perderem o sentido.

A sujeirinha cotidiana, quando não é excessiva,
produz uma oleosidade que dá vigor aos sons.

Muito importante na arte de lavar palavras
é saber reconhecer uma palavra limpa.

Conviva com a palavra durante alguns dias.
Deixe que se misture em seus gestos, que passeie
pela expressão dos seus sentidos. À noite, permita que se deite, não a seu lado mas sobre seu corpo.

Enquanto você dorme, a palavra, plantada em sua carne,
prolifera em toda sua possibilidade.

Se puder suportar essa convivência até não mais
perceber a presença dela, então você tem uma palavra limpa.

Uma palavra LIMPA é uma palavra possível.

(AUTORIA DE VIVIANE MOSÉ)

 

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ABORTO


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Se quiser abortar , aborte!

A vida é sua, não tenho nada com isso!

Não vou interferir! Muito menos opinar!

Quer abortar? Aborte!  A vida é sua!

Aborte a sua covardia!

Aborte a sua negligencia!

Aborte a sua desumanidade!

Aborte a sua vaidade!

É a SUA vida que você está abortando!

Não dê ouvidos a quem se diz contra o aborto!

Você está abortando o que é seu!

É a SUA VIDA! Aborte suas manias,

Aborte seus vícios!

Aborte seus medos!

Aborte seus instintos incontroláveis!

Aborte!!!! Não dê ouvidos a quem não vive a SUA VIDA!

Quer abortar? Aborte!

Aborte suas dores, seus rancores , sua sina!

Aborte a atitude assassina.

 

(TEXTO DE MARLUCI BRASIL  Respeite os direitos autorais)

 
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Publicado por em 1 de dezembro de 2016 em MEUS ESCRITOS

 

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MENINA DOS VENTOS


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Entre mim e o vento existe mais do que um acordo…

Existe a cumplicidade andarilha e a sabedoria ancestral

Não temos idade, temos TEMPO.

Não temos regras, somos livres

Não utilizamos escadas

Temos um pedestal
Entre mim e o vento existe o compromisso e a promessa

De carregar a poeira e o lixo da alma para dunas estéreis.

Somos impares e ousamos sê-los.

Nós renascemos nos desafios

Nós nos alimentamos nos assovios

De folhas em arvores ou nos fios de meus cabelos.

 

Entre mim e o vento existe mais do que a alegria das coisas mundanas

Existe uma vontade quase insana

De transpor barreiras ,suturar cicatrizes, sustentar as marquises

De ser rasa no profundo

De ser o útero do mundo…

 

Se o vento molda as rochas, se

desenha na areia do chão,

Eu moldo meu destino

Eu decido minha opção

 

Sou a menina dos ventos

Essa é a alma que tenho

Se a mim fecham portas e janelas

Eu entro pelas frestas

Assumo minha posição.

 

Sábio o homem que me valoriza

Porque eu serei a Eva

E farei dele o Adão!

 

(TEXTO DE MARLUCI BRASIL _ Respeite os direitos autorais)

 
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Publicado por em 25 de agosto de 2016 em MEUS ESCRITOS

 

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Cachoeira


Minha vida tem sido riacho

Tem sido rio em tempos de enchente

Tem sido seca de leito rachado

Tem sido queda livre que transporta gotículas em nuvens de fumaça úmida

Quando despenca em si mesmo

Canta feito cachoeira…

E minha alma inteira

Se afoga em fusão de areia que flutua e de bolhas que se formam…

 

(texto de Marluci Brasil __ respeite os direitos autorais)

 
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Publicado por em 25 de agosto de 2016 em MEUS ESCRITOS

 

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