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ABORTE


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Se quiser abortar , aborte!
A vida é sua, não tenho nada com isso!
Não vou interferir! Muito menos opinar!
Quer abortar? Aborte! A vida é sua!
Aborte a sua covardia!
Aborte a sua negligencia!
Aborte a sua desumanidade!
Aborte a sua vaidade!
É a SUA vida que você está abortando!
Não dê ouvidos a quem se diz contra o aborto!
Você está abortando o que é seu!
É a SUA VIDA! Aborte suas manias,
Aborte seus vícios!
Aborte seus medos!
Aborte seus instintos incontroláveis!
Aborte!!!! Não dê ouvidos a quem não vive a SUA VIDA!
Quer abortar? Aborte!
Aborte suas dores, seus rancores , sua sina!
Aborte a atitude assassina.

 
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Publicado por em 1 de dezembro de 2019 em MEUS ESCRITOS

 

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SAUDADE


SAUDADES

As vezes a saudade bate forte…
A gente tem a impressão de que o peito é pequeno
E ela aproveita o caminho das veias
Se mistura com o sangue e se espalha pelo corpo
Quando chega ao cérebro da gente
Deixa de ser sentimento e passa a ser pensamento
E então ele começa a guiar os passos da gente
Passa a ser a visão da gente
Passa a ser a audição da gente
Passa a ser o paladar da gente
Passa a ser o tato da gente
Passa a ser o olfato da gente
E então a gente sente fisicamente
O que antes era fluídico, etérico…
Sinto seu cheiro mãe
Ouço sua voz, seu piano
Posso sentir no paladar o sabor da sopa paraguaia que a senhora fazia.
Quando me olho no espelho, posso ver seus traços em mim
Queria muito o seu abraço!

 

 
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Publicado por em 1 de dezembro de 2019 em MEUS ESCRITOS

 

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TRANSMUTAÇÃO


aliviar-dor-mama-esquerda

 

Nem vi quando você chegou

Não percebi sua presença

Não identifiquei o seu aconchego

Nem me apercebi de sua intenção

Quando escolheu meu peito esquerdo

Pra conquistar meu coração.

 

Não precisava ser tão quieto

Nem ter medo de minha rejeição

Você já chegou me ensinando coisas

Que meus anos de vida, na escola

Que meus anos, na escola da vida

Não tinham me ensinando até então

 

Sem agredir minha sede de sol, lua e estrelas

Você me serviu um coquetel

Pôs no copo de meu íntimo

O doce açúcar da fé.

Fatiou o ensinamento em rodelas de fel

Usou o socador de seu nome

Apertou, espremeu misturou o doce e o azedo

Jogou por cima o gelo do medo

Encharcou tudo com a coragem líquida

Que alagoou  meus olhos assustados

E jogou meu pensamento ao léu.

 

Nem vi…

Não posso precisar o momento

em que tomei o copo da verdade

E bebi tudo de um gole só

 

No inicio tonteei…

Mas de forma estranhamente calma

O torpor foi percorrendo o caminho de minhas veias

Chegou em meu cérebro meio zonzo

E controlou-me as emoções.

Aquietando minha alma.

 

Parei o que estava fazendo

Calei o que estava falando

E olhei pra você com um misto de compaixão e amor.

Tão pequeno e tão solitário

Se fazendo sorrateiro

Feito menino arteiro

Que se alimenta escondido

Para não ser escarnecido

Arrancado, sentenciado, banido…

 

Não! Eu não vou te tratar como bandido

Vou orar por você. Vou cuidar de você

Vou usar o peito que você escolheu se hospedar

E  boas energias te enviar

Como enviei para alimentar meus filhos

E quando você deixar ser um “mal”

E coberto de razão

E estiver pronto para partir

Eu vou pedir a Deus Pai que te perdoe

Porque eu já te dei o meu perdão

 

 

 

 
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Publicado por em 25 de novembro de 2019 em MEUS ESCRITOS

 

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