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Arquivo da tag: POESIAS

Vento e calmaria, chuva e orvalho, calor e frio… sentimentos em versos

Meus versos


 
Meus versos são mais do que palavras inúteis
mais do que rimas fúteis,
mais do que choro sem dor.
Meus versos são canções ao vento
são alegria e lamento,
são respingos de amor.
 
Meus versos são mais do que palavras perdidas
mais do que experiências vividas
mais do que submissão.
Meus versos são clarões noturnos
são compêndios diurnos
são bater de coração.
 
Meus versos são mais do que palavras rebuscadas,
mais do que arte inacabada,
mais do que a arte do sofrer.
Meus versos são fontes de vida,
bálsamos de minhas feridas,
sem eles… posso morrer.
 
(poema de autoria de Marluci Brasil __ respeite os direitos autorais)
 
OBS um grande abraço a todos os meus amigos poetas e poetisas. __ Dia 14 de março: DIA DA POESIA.
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Publicado por em 14 de março de 2017 em MEUS ESCRITOS

 

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ALERTA


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Silêncio… a madrugada se despede…            ( chiii… quieta seriema !)

O ipê-roxo , já desponta no horizonte…        (chii… calado tuiuiu ! )

A brisa é suave… serena  e o hálito pantaneiro perfuma humidamente o ar

No alvorecer, o céu…

(MEU DEUS! Abaixa… abaixa… oh! bicho besta…não te acreditas?!… não tens fé?!…abaixa…submerge… anda…esconde jacaré!!!!)

No alvorecer , o céu é pintado de vermelho e o rio se faz espelho …

(Ah! lá vai a capivara… cai na água… cai… esconde no camalote… aí não!!! olha aproxima-se o bote olha o homem… olha o homem..) … ( um tiro)… Droga!

 No alvorecer o céu é pintado de vermelho o rio se faz espelho para a manhã chegar…

E a manhã é magistral!

 ( Nossa Senhora ! lá vai a garça real… vamos voe…voe…voe rápido… voe logo enquanto a mira não te encontra

voe… JESUS lá vai a lontra… esconde… esconde atrás da figueira, da figueiiiiira… Ah!)

A manhã , essa mulher brejeira enfeitada com a flor de camalote…

 ( Aiiiiii…..esconde onça pintada, onça parda, gato do mato, cuidado com o homem…ele dá bote… cuidado…cuidado…Ah! graças a Deus !)

A manhã , essa mulher brejeira enfeitada com a flor de camalote mostra todos os seus dotes do alvorecer ao por do sol.

Hoje…

 ( Ah! Não!!!!… O que é aquilo????… Fumaça?…. Olha as araras, coitadas… gritando loucas de medo.

Vou chama-las… ARARA…ARARA… Não me ouviram…

olhe os veados… porcos do mato…  não…. no rio não… tem piranhas…

MEU DEUS … MEU DEUS… não deixe que eu veja o final piedade Senhor … Clemência…

SALVE O MEU PANTANAL !!!!)

 

———–

Poema de autoria de Marluci Brasil  __ Livro FAUNA E FLORA!

 
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Publicado por em 13 de novembro de 2014 em MEUS ESCRITOS

 

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MEU NOME É MULHER


No inicio eu era Eva

Criada para a felicidade de Adão

depois da maçã, me perdi,

 na pele de muitas outras sofri

até  mais tarde ser Maria,

dando a luz àquele que traria

ao mundo a salvação.  

Mas isso não bastaria para eu encontrar perdão.

Por ter cometido o pecado da sedução. 

Passei de Maria a  Amélia, a mulher de verdade 

que para a sociedade 

não tinha a menor vaidade 

mas sonhava com a igualdade.

Fui escrava, fui senhora, mas nos tempos de agora decidi:

_ Não dá mais! Quero minha dignidade
Tenho meus ideais!

Hoje não sou só esposa ou filha 

Sou pai, mãe, arrimo de família 

Sou caminhoneira, taxista, médica, dentista

Piloto de avião, policial feminina, 

Operária em construção… 

Ao mundo peço licença 

Para atuar onde quiser 

Meu sobrenome é COMPETÊNCIA 

E meu nome é MULHER..!!!!

( poema escrito em 1982, após um processo de separação judicial. O risco do anonimato , todos encontramos quando disponibilizamos na internet os nossos textos )

 
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Publicado por em 9 de março de 2011 em MEUS ESCRITOS

 

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TUDO O QUE EU PRECISO


Tudo o que eu preciso na vida é de um homem.

Sim… de um homem!

Mas não de um homem qualquer!

Tudo o que eu preciso na vida

é de um homem que saiba me fazer MULHER.

Não precisa ser bonito, basta que escute o meu grito, mesmo quando ele for mudo.

Se for manso ou aflito, isso não vai importar.

Preciso de um homem que SAIBA A HORA CERTA DE CHEGAR!

Que não me cobre! Que não me tolha!

Que não me mate! Que não me encolha!

Ele tem que ser sutil! Carinhoso! Gentil!

Tem que ter malícia. Cobrir-me a alma com caricias, e meu corpo sábiamente saciar.

Tem que saber os meus fracos pontos, e deles tirar proveitos.

Não falar dos meus defeitos ( esses eu sei de cor).

Que enalteça as minhas qualidades.

E transforme em verdades todas as mentiras que souber dizer.

Quero um homem que me acalme delicadamente.

Num simples toque de pele, um olhar promicuoso, um beijo arrebatador.

Quero um homem que, de noite ou de dia,

sem hora nem lugar, me tire os pés do chão,

me leve às alturas, me mostre as figuras desconexas

que só o extase sabe criar.

É só disso que eu preciso:

DE UM HOMEM QUE CHEGUE NA CERTA HORA, E QUE SOZINHO,

DESCUBRA O TEMPO DE IR EMBORA.

É só disso que eu preciso: UM HOMEM!

MAS NÃO UM HOMEM QUALQUER!

Tudo o que eu preciso na vida , é de um homem que SAIBA ME FAZER MULHER!

(autoria: Marluci Brasil de Castro)

_ @ _ @ _ @ _ @_

( poema classificado na noite sulmatogrossense de poesia, a mais de 20 anos …. e até hoje ainda procuro esse homem….)

 

 
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Publicado por em 8 de março de 2011 em MEUS ESCRITOS

 

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O amor de minha vida


O amor de minha vida é alguem como eu…
Solitario…mas feliz com a solidão.
Medroso…mas um heroi que enfrenta seus medos.
Sensivel….mas uma fortaleza quando defende seus apreços.
Futurista…mas que vive os momentos romanticos do passado.
Insone… mas que adormece na teias dos proprios desejos obscuros, mas não sombrios.
Sábio…mas que desconhece a razão das emoções.
(autoria: Marluci Brasil de Castro)
 
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Publicado por em 9 de fevereiro de 2011 em MEUS ESCRITOS

 

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TESTAMENTO ECOLÓGICO


Luz de minha vida. Minha neta querida.Filha de minha filha, Leatrice Fica a todos aqueles, que quiserem deste tomar ciência

Que através do presente documento,com firma reconhecida no cartório da maternidade, ainda que de avó…

Deixo declarado em caráter, irredutível, irrevogável, indestrutível para o fruto do ventre de meu ventre…

O ar puro das montanhas nos pulmões das grandes cidades…

A translucidez das águas cristalinas nas fontes intocadas, que alimentam os rios, que serpenteiam as matas nativas, que ganham o status de canais de pura vida…

O vôo soberbo dos tuiuiús, das garças reais, dos colhereiros das araras azuis…

O balé submerso dos dourados, piraputangas, caxaras, em época de piracema…

Os gritos do aranquã ao nascer e ao pôr do sol pantaneiro

As salinas, os igarapés, as baias e corixo.

A imponência do rio Paraguai tatuando em prata o S no seio pantaneiro.

Deixo à Maria Luiza, luz de minha vida, o fruto colhido no pé, na época e no tempo certo, sem a interferência da química forjada.

Deixo para minha neta a MÃO DO HOMEM.

Porem, deixo-a em situações distintas:

Espalmadas: Ao plantar, apoiar, regar, preservar,colher…

Unidas, palmas e dedos… ao agradecer, pela certeza de que a natureza, ali estará intacta, a cada amanhecer.  

 
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Publicado por em 12 de dezembro de 2010 em MEUS ESCRITOS

 

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LEMBRANÇAS


Corumbá de minha infancia tem cheiro, tem tom, tem sabor…
Tem cheiro de terra molhada, tem cheiro de relva orvalhada,
Tem cheiro de leite quentinho, tirado da teta da vaca malhada,
Presa no curral, bezerro amarrado no brete,
Peão de cócoras, limpando com o rabo da dadivosa
A próxima a jorrar o liquido branco, espumoso
Que cantava ao cair na caneca, exalando o cheiro do amor…
Corumbá de minha infância, tem cheiro, tem tom, tem sabor…
Tem tom do alvorecer na fazenda LARANJEIRAS
Do entardecer na avenida das palmeiras,
Do azul limpo do céu,
Do sorriso do corumbaense, pedindo licença
Ao passar pela calçada, em meio a cadeiras empalhadas
Onde familias inteirasm passavam horas nos “causos”, na política, nos dizeres, nos saberes do povo…
Corumbá de minha infância, tem cheiro, tem tom, tem sabor…
Sabor de sopa paraguais quentinha, do bacalhau desfiado, do peixe seco, doensopado… do macarrão da vovó…
Ah!… O macarrão da vovó!!!!!
Dançava no prato da gente…
Rebolava na colher…
Prendia e se enroscava no garfo bravio…
Escorria pelos labios…e num fio
Sumia na boca da gente
Mas deixava um gostinho diferente…
Um gostinho de insasiedade
Um gostinho de “quero mais”…
Corumbá de minha infância, não tinha GANGUE… tinha TURMA!
Corumbá de minha infância não tinha SECA…tinha CHEIA!
Corumbá de minha infância não tinha CADÁVER… tinha FINADO!
“Você foi ao féretro de DR. José de tal, etc e tal?”
Não… na Corumbá de minha infância :
” Encontro você no velório do Finado Zé”.
Corumbá de minha infância nao tinha:
“Corra… é a polícia!!!”
Corumbá de minha infância tinha:
“Corra… chame a polícia!”
Corumbá de minha infância não tinha “NÃO TINHA”
Corumbá de minha infância … TINHA!!!!!!!!
 
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Publicado por em 29 de setembro de 2009 em MEUS ESCRITOS

 

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